terça-feira, 31 de maio de 2011

ESPLANADA ÀS ESCURAS

Nossa cidade nunca teve uma vida noturna muito agitada. A noite só funciona mesmo os colégios, as casas de culto e alguns poucos bares e barracas abertos até por volta das 10hs. Atualmente nossa vida noturna resume- se ao madrugar da Sorveteria Capricho embalada pelos duelos de som (leia-se: axé music e pagode) das cornetas dos carros dos fregueses.
Mas isso não quer dizer que tenhamos que viver praticamente às escuras! A iluminação da Praça Ladislau Cavalcanti, do Cristo e da própria Prefeitura Nova, é sofrível. O que existe são pontos precariamente iluminados perto dos postes e centenas de espaços escuros junto e entre as árvores, moitas e casas. Ruas inteiras são dominadas pela escuridão cúmplice dos amantes noturnos.
A luz amarelada emitida por essas lâmpadas não realçam a pompa provinciana do Cristo e da Prefeitura, obras que dão tanto orgulho a esse grupo político. O que ela faz é causar insegurança e medo aos transeuntes de sair ou mesmo dar uma caminhada no Calçadão. Afinal, os pontos escuros provocados pela péssima iluminação são verdadeiros convites a embocadas de malfeitores. Não ver isso que não quer.
Talvez conviver pacificamente com essa falta de luz na cidade seja muito simbólico. Talvez estejamos convivendo com outras “faltas” desse grupo político somente por termos nossos interesses imediatos defendidos. Isso vale tanto para povo mais simples como para minoria privilegiada da nossa cidade. Interesse fica aqui entendido, como algo que vai de um pagamento de conta de água ou luz, aluguel de uma casa, locação de veículos a cargos comissionados ou de confiança.
Temos convivido com uma administração abaixo da crítica; com uma câmara de vereadores inapta para sua função; com o mau uso do dinheiro público; com péssimos serviços de saúde e educação, e nos comportando como em relação à sofrível iluminação da nossa cidade. Recolhendo-nos em nossos lares pretensamente seguros. Mas até quando?
Vejam o que diz o site gurupionline.com.br sobre iluminação pública:

A iluminação pública é essencial à qualidade de vida nos centros urbanos, atuando como instrumento de cidadania, permitindo aos habitantes desfrutar, plenamente, do espaço público no período noturno. Isso quando ela existe.
Além de estar diretamente ligada à segurança pública no tráfego, a iluminação pública previne a criminalidade, embeleza as áreas urbanas, destaca e valoriza monumentos, prédios e paisagens, facilita a hierarquia viária, orienta percursos e aproveita melhor as áreas de lazer.
A melhoria da qualidade dos sistemas de iluminação pública traduz-se em melhor imagem da cidade, favorecendo o turismo, o comércio, e o lazer noturno, ampliando a cultura do uso eficiente e racional da energia elétrica, contribuindo, assim, para o desenvolvimento social e econômico da população.

Cabe então a pergunta: nossos governantes aplicam essas orientações? Diante disso é muito irônico a gente ver uma Equipe de Iluminação Pública dando satisfação ao Esplanada News sobre às queixas de falta de EPI (equipamento de proteção individual) dos funcionários da equipe. Quando na verdade o que falta mesmo é iluminação de qualidade em nossa cidade.
É lamentável ver a fácil e constante desconstrução do discurso daqueles que dizem que amam Esplanada no hino municipal. Deixando o objeto do seu amor, no caso, a cidade, totalmente às escuras, privando o prazer do olhar noturno da beleza da nossa cidade tanto para seus moradores como para os seus visitantes.
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 31 de maio de 2011 às 18h00min.

terça-feira, 17 de maio de 2011

PELA PISTA DE SKATE E PELO ABASTECIMENTO D’ÁGUA

A demanda freqüente e espontânea de um espaço para a prática do skate pela população jovem de Esplanada, resultou na indicação da criação de uma pista de skate na Rua do Malombê, sugestão do vereador César Mamão durante uma sessão da câmara de vereadores.
Depois de se manifestarem nas rede sociais através de fóruns e enquetes nas comunidades: ESPLANADA (postado por hemilio kill) e na MUDA ESPLANADA! (postado por Salustiano Costa) finalmente, os jovens obtiveram a atenção necessária de quem detém o poder e os meios de realizar o legitimo e salutar desejo da construção de uma pista de skate em Esplanada.
Está aí, uma forma saudável da população e da Câmara de Vereadores se relacionaram. É legitimo e faz parte do jogo democrático a procura do voto para quem precisa dele para ter um mandato. É dessa sensibilidade que um vereador precisa para ser um bom político e ter a aprovação de uma comunidade. No Brasil infelizmente, os vereadores tornaram-se, em sua maioria, uma extensão do executivo. Os vereadores em vez de controlarem o executivo passaram a ser uma extensão dele, para manter seu eleitorado com pequenos favores como pagamento de recibo de água, de luz, servir de mediadores na prestação de serviços públicos (leia-e saúde, INSS, educação etc.) e obter vantagens pessoais. Virou um jogo entre gato e rato, como bem disse o prefeito Diolando.
De “mamão” o vereador César não teve nada, ao perceber essa ânsia legítima dos jovens e captar para si com justeza a primeira indicação parlamentar da criação de uma pista do esporte radical que tem mais crescido no Brasil. A juventude esplanadense não ficou fora dessa onda esportiva que veio para ficar, tampouco o vereador César Mamão.
Aproveitando a oportunidade gostaria de lembrar ao vereador César Mamão e a Câmara de Vereadores que usassem de sensibilidade política em relação ao precário abastecimento da água feito pela EMBASA em Esplanada. É insuportável a vida de quem precisa que a EMBASA forneça água todo o dia. Porque está escrito no DECRETO Nº 3.060 de 29 de abril de 1994: Compete a EMBASA efetuar o abastecimento de água e esgotamento sanitário de forma contínua e permanente, salvo as interrupções para manutenção, caso fortuito ou força maior.
Não está escrito que temos que ter um reservatório de 30 mil litros de água para amenizar a falta de competência da EMBASA para nos fornecer água de forma digna. Se a elite social de Esplanada pode fazer esse reservatório, então está sendo digno para ela, não para o restante da população.
Não está escrito também que temos que ter uma população apática e covarde que sofre com isso calada, com medo não se sabe de quê. Nem tampouco que temos que ter uma classe política e uma elite social tão indiferente as necessidades do povo, a não ser quando querem enfiar um candidato da sua conveniência goela adentro do pobre e incauto eleitorado esplanadense.
Ari, O Iconoclasta, Esplanada, 16 de maio de 2011 às 05h9min.

DEUS: SUBSTANTIVO CONCRETO

Não é só a gramática que afirma que Deus é substantivo concreto. Nada no mundo tem mais materialidade e concretude do que a crença em Deus. Mesmo o Apóstolo João afirmando em (Jo 1:18) que “Ninguém jamais viu a Deus”, Deus teimou em se materializar na pujança milenar da Igreja Católica e nas centenas de denominações ditas evangélicas que se espalharam mundo afora. Não esquecendo da religiosidade oriental em muitos aspectos bem mais acabada que o simplificado maniqueísmo da luta entre o bem e o mal que o cristianismo ocidental nos impõs.
Os milagres da ciência médica que dobraram o tempo de vida da humanidade; a evolução tecnológica que nos faz atravessar o planeta em naves tonitruantes e outros tantos milagres do pensamento metódico e racional, se incorporaram como naturais ao nosso cotidiano. Em compensação os milagres da fé continuam mantendo o seu fascínio primitivo.
A quantidade de maravilhas da fé anunciados pelas religiões cristãs não conseguem vulgarizar o milagre, tampouco a crença em Deus. Do jeito que vai, o SUS (Sistema Único de Saúde) vai entrar em parceria com as religiões cristãs e acabar com o déficit na Previdência. A quantidade de pessoas que são curadas de tudo quanto é tipo de doença nos púlpitos de templos cristãos, não está no gibi!
Durante os últimos 30 anos as igrejas evangélicas tem crescido pelo menos 2 vezes mais rapidamente do que a população. Se somarmos a isso a proliferação do pensamento religioso oriental através das religiões de de práticas médicas alternativas, podemos deduzir que o pensamento irracional, baseado na fé num Deus jamais visto, só fez crescer.
Parece que temos uma necessidade atávica, primária de acreditarmos em alguma coisa além de nós mesmos. Parece que a ciência só satisfaz as necessidades do corpo e não as necessidades da alma humana. Daí é instigante a gente ver nascer, diante do shoping Iguatemi - templo do consumo do capitalismo - um templo dedicado a Deus,, pomposo e triunfante, num dos metros quadrados mais caros de Salvador.
Deus é concreto porque nós o transformamos numa instituição. Reis, rainhas, estados nacionais modernos e nações imperialistas contemporâneas, usaram e usam o seu santo nome em vão. Está escrito em Filipenses 1:07: “Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda”. Pois, eu me importo! Causa-me profunda indignação ver tanta pessoas e instituições iníquas usando o nome de Deus para explorar pessoa simplórias e com issoo obterem vantagens materiais. Acreditem, não são só as autoridades temporais que maculam o nome de Deus. As religiosas o fazem com maior intensidade e vileza.
Deus para ser concreto em nossa vidas não precisa estar concretado em ferro, cimento e tijolo em Cristos Rendentores Provincianos, nem tampouco em catedrais pomposas que mais parecem museus. Talvez exista uma concretude divina que não habite as cores vivas das vestes dos cardeais e nem tampouco habite o espetáculo miraculoso da fé filmada em cultos evangélicos. Talvez longe desses ritos possamos nos encontrar e nos apaixonar de forma íntima e única com o mistério da existência. E para isso não precisamos de mediador nem concreto nenhum em nome de Deus.
Ari, O Iconoclasta. Salvador, 14 de maio de 2011, às 04h15min.

domingo, 20 de março de 2011

QUE OBRA DE ARTE É O HOMEM!

Vivemos o momento histórico mais difícil do homem. A principal razão disso é que com a alta tecnologia criada pelo modo de produzir capitalista, as ações humanas têm intensas repercussões físicas e sociais sobre toda a nossa aldeia global.
Aliado, a isso, movimentos sísmicos, tsunamis, alterações climáticas e enchentes, provocam catástrofes em lugares habitados que nos atinge em cheio e nos comove, fazendo com que nos mobilizemos para ajudar. Porque com nossa capacidade de comunicação vivemos os dramas de países do outro lado do mundo praticamente em tempo real. Celulares de pessoas comuns nos dão imagens ao vivo. Não é necessário um jornalista estar in loco para registrar e noticiar tragédias.
Por outro lado, a sociedade moderna que produzimos propôs um modelo que nos faz viver em grandes cidades. Cidades estas que trazem problemas estruturais de segurança, de moradia, de trânsito, de falta de emprego etc. Porque o estado não consegue gastar de maneira justa e sensata o dinheiro público.
Mesmo com toda ciência, mesmo com afirmação Iluminista no século XVII que o “homem é a medida de todas as coisas”, continuamos a atribuir a forças não humanas malignas ou não, todos os males da natureza ou os produzidos por nós mesmos vivendo em sociedade.
Não obstante, eu convido o leitor a refletir. Quando a natureza se manifesta em movimentos sísmicos intensos que resultam em tsunamis arrasadores como o que aconteceu no Japão, a natureza está sendo má? Creio que não. A natureza não é boa, nem má. Ela apenas é. É subordinada a leis físicas e químicas que têm sua própria dinâmica e vez ou outra se manifesta de forma a provocar tragédias. Mas quando faz isso, a natureza, não o faz de forma intencional. A natureza não tem vontade e nem dá significado e valores as coisas. Só o homem é capaz de disso, porque possui consciência. Portanto, o que se pode deduzir é que a natureza está sujeita a leis, a comportamentos, ora previsíveis, ora não, pelas ciências que a estudam.
Da mesma forma, a miséria social da maior parte da população mundial e que não tem acesso a saúde, a educação, enfim, a condições dignas de vida, principalmente nos países da Ásia, África e América do Sul, não é fruto da maldade de alguém ou de alguma entidade humana ou divina.
Como a natureza, também a sociedade está sujeita a leis. Leis históricas que têm sua origem nas relações sociais que estabelecemos para produzir nossa subsistência, através de mercadorias e serviços que irão nos vestir, nos calçar, nos dar a moradia e satisfazer outras tantas necessidades humanas imprescindíveis para vivermos em sociedade.
Então, sabendo disso, por que continuamos a achar que existem forças que não dominamos, e que essas forças nos causam esses males? O mundo, caro leitor, é uma produção humana, através do livre arbítrio, e nessa condição, somente a mesma ação que criou esse mundo tal como ele é. É que pode melhorá-lo.
Diante disse, vamos confiar na engenhosidade humana e na sua capacidade de resolver os problemas que criamos. Não vamos esperar que forças divinas nos socorram; Não vamos ficar como meros peões no jogo de xadrez cósmico entre Deus e o Diabo; Não vamos nos contentar com as trevas modernas criadas pelas visões de mundo católica e evangélica; Não vamos nos entregar a um fatalismo apocalíptico de começo de século; Não vamos ficar perplexos e distraídos com as previsões dos Maias. Porque enquanto ficamos fascinados e distraídos com teorias fantásticas de fim de mundo, eles conspiram para continuar mentindo e nos dominando..
Precisamos resgatar os valores Iluministas e colocar o homem no centro do mundo. Mas não basta só isso. Temos que resgatar nossa comunidade/humanidade e acreditar que podemos viver num mundo fraternal. Não precisamos de líderes religiosos ou políticos para fazer isso. Não precisamos nem mesmo das instituições que criamos como estado e igreja. Afinal, o que são as instituições senão pessoas agindo e a elas representando? Olhe no que deu! Precisamos sim, lembrarmos que o outro não é um estranho. É o nosso irmão.
Os discípulos abordaram Jesus, quando ele estava pregando o Evangelho para várias pessoas, para dizer que Maria, sua mãe, preocupada, o procurava ao que ele respondeu: “Quem é meu pai, minha mãe e meus irmãos? É aquele que ouve a Palavra de Deus e a cumpre!” Que Palavra, que Verbo divino é esse que Jesus menciona? É simplesmente o amor. Portanto, resgatando nossa humanidade com certeza vamos gerar um mundo melhor.
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, domingo, 20 de março de 2011, às 15hs14min.

quinta-feira, 3 de março de 2011

JORNADA DE TRABALHO DE 8 OU 6 HORAS? EIS A QUESTÃO!

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um estudo intitulado “Indicadores chaves do mercado de trabalho”. Segundo esta pesquisa, embora a jornada de trabalho tenha sido reduzida nas últimas décadas em vários países, a produtividade mundial só aumentou no período. O mesmo estudo comprovou que a produtividade do trabalhador brasileiro está entre as menores do mundo, mais especificamente, na 44º colocação, dos 69 países pesquisados. Em contrapartida, a produtividade dos trabalhadores de países com jornada de trabalho inferior a 40 (quarenta) horas semanais, alcançou uma ótima colocação no ranking.
Quem imagina que quanto maior a jornada de trabalho maior vai ser a produtividade, equivoca-se. Na realidade, de acordo com o mencionado estudo da OIT, o que se viu foi justamente o contrário! As empresas aumentaram sua produtividade e seus lucros. Como se explica isso? Fácil: houve redução de doenças/ausências/acidentes de trabalho, inibiram-se os fatores de dispersão no trabalho, aumentou o nível de concentração nas tarefas, cresceu o índice de satisfação do trabalhador, melhorou o nível de organização do trabalho. (...) todos os indicadores de produtividade melhoraram após a adoção daquela jornada de trabalho, que se revela triplamente benéfica, pois:
1) Beneficia o servidor, que tem mais qualidade de vida e mais tempo para a qualificação pessoal e o convívio com a família, reduzindo-se as doenças relacionadas ao trabalho; 2) Beneficia o usuário do serviço público, já que há acréscimo de eficiência no desempenho do servidor; 3) Beneficia o órgão público, melhorando os seus indicadores de produtividade e eficiência.
A jornada reduzida e contínua tem o mérito de fazer confluir os interesses, tanto dos trabalhadores, como da própria Administração: no caso dos servidores, pelo tempo livre de que poderão usufruir, utilizando-o para sua capacitação e crescimento profissionais, lazer, cultura, e convívio familiar. No caso da Administração, porque contará com servidores mais produtivos porque mais saudáveis (mental e fisicamente), com maior capacidade de concentração no cumprimento de suas funções e mais eficiência. (Fonte: astajpb@gmail.com).
Certamente o governo de Esplanada não fez nenhum tipo de pesquisa para ver os benefícios historicamente detectados através da adoção da jornada contínua de 06 horas de trabalho. Em vez disso nos impôs uma jornada de 8 horas com intervalos de 2 horas em horários inconvenientes para quem estuda, viaja, cuida de um ente da família ou simplesmente, tem mais tempo para o convívio familiar. Algo tão raro nos tempos modernos.
A imposição não negociada como SINDSERME da jornada de 8 horas é uma medida inconveniente, antipática, politicamente incorreta de um governante autoritário, acostumado, certamente, a ter esse comportamento com seus funcionários nos tempos da sua fabriqueta de móveis e estofados.
Costumo dizer que esse grupo, tem nesse governo, a plataforma política para a volta triunfal do Beato-Mor. Cada vez mais me convenço disso. Desagradar um tão grande número de eleitores não é atitude de um político nato. Isso deve ter uma intenção espúria. Esse governo tem a função proposital de gerar saudades do arquiteto desse grupo político que já nos domina há uns 10 anos. Não vai me surpreender em nada o Beato-Mor gritar aos quatro ventos durante a campanha o retorno da jornada de 06 horas. Igualzinho como o prefeito atual fez na última eleição em relação ao Adicional Noturno dos Guardas-Municipais!
Não é passando mais tempo no trabalho durante a jornada de 8 horas que o governo vai ter funcionários mais assíduos e mais eficazes no desenvolvimento das suas atividades. Pelo contrário. O que a Prefeitura Municipal de Esplanada precisa é detectar as necessidades de mão-de-obra específicas para cada setor. Por exemplo, há uma demanda clara de Técnicos em Segurança do Trabalho. Afinal, tivemos duas mortes desnecessárias motivadas pela ausência de um profissional da área de segurança do trabalho que permitisse ver o iminente perigo de acidente na morte do operador de máquina na obra de acesso a Esplanada na BR 101, e na morte de uma moradora do Condomínio Canto dos Pássaros, (ou é melhor chamar de Cidade de Deus?), devido ao desmonoramento da tampa de uma fossa construída pela Prefeitura. Tampas de fossas que são verdadeiras armadilhas feitas sem base de alvenaria e divididas em duas partes unidas com cimento.
Essa tentativa desastrosa de “mostrar serviço”, deve ser pela culpa política e social do prefeito atual de ter onerado a folha de pagamento da prefeitura em pelo menos 350 mil reais com cargos de confiança e cargos comissionados para manter a máquina eleitoreira e a concentração de renda tão intensa promovida pelo grupo político, ora no poder, o qual o usou o slogan de campanha profundamente demagógico intitulado: O POVO NO PODER.
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 03 de março de 2011, às 19h31min. Leia esse e outros textos no blog arioiconoclasta.blogspot.com/ e acesse e vote nas enquetes da comunidade MUDA ESPLANADA!

domingo, 23 de janeiro de 2011

PREFEITO DIOLANDO, 1ª. DAMA LUIZA E “FAMÍLIA DE PROFISSIONAL DE LIMPEZA”

Essa é a legenda de uma foto do Jornal Tribuna do Estado, edição de Janeiro de 2011, noticiando a eleitoreira Festa do Gari que acontece em nosso município já alguns anos.
Repare caro leitor que o Prefeito tem nome, a Primeira Dama também, mas justamente o nome para quem a festa foi feita, é totalmente ignorado! Os redatores fizeram isso de forma inconsciente, não intencional, porque tanto eles, quanto nós aprendemos achar natural desde cedo a desigualdade no ter, no poder e saber. Essa gafe, desrespeito, pecadilho ou como se queira que a chamemos, muitas vezes, não é percebida.
Não percebemos essas coisas porque temos a visão anuviada pela ideologia. Que nada mais é a construção diária da mentira de que somente uma minoria pode concentrar poder político, poder econômico e o poder do conhecimento em suas mãos. É justamente isso que o voto faz. Concentrar poderes nas mãos de poucos para governar a vontade da maioria.
Se quisessem valorizar o Gari, ou profissional de limpeza, como assim os chamou o jornal, que pelo menos mencionassem os nomes dos pais e dos filhos de para quem a festa foi feita. Em vez disso realçaram os nomes de vereadores e autoridades como grandes benfeitores e impuseram um anonimato desrespeitoso para os homenageados em questão.
Essa exclusão documental das classes trabalhadoras faz com que a ciência histórica, até hoje, careça de fontes documentais que sirvam para contar a história dos oprimidos. Se um dia alguém for usar esse jornal como fonte de pesquisa, vai logo se deparar com a dificuldade de saber quais os nomes, quem era, onde moravam os componentes da família do Gari. Por outro lado, vai logo identificar a família do governante que é quem detém o poder político. Afinal, não é o dinheiro público por decisão do prefeito que paga as edições de qualquer divulgação dos feitos do governante? Vide, o Programa A Hora do Povo, na 104 FM.
Não identificar, não dar nome ao trabalhador numa festa feita em sua homenagem é uma maneira de considerá-lo uma massa amorfa, sem identidade ou vontade, facilmente manipulável em sua pobreza material e ideológica, através do uso do poder econômico diariamente e especialmente durante as eleições. Dessa forma, dissolve-se a identidade e auto-estima desse trabalhador numa generalização gratuita. A ele e sua família se referem com a simplificadora expressão: Profissional de Limpeza ou simplesmente Gari.
Reparem. O mesmo grupo político que menciona numa placa de forma demagógica os nomes dos trabalhadores construtores do Centro Administrativo é o mesmo grupo, que em muitos incidentes como esse, é incapaz de se dar ao trabalho de mencionar numa foto que divulga a festa dos Garis, os nomes dos profissionais que compõem a classe desses trabalhadores.
A “FAMÍLIA DE PROFISSIONAL DE LIMPEZA”, não é só anônima nessa festa demagógica, é também anônima em seus direitos trabalhistas. Anônima mais ainda na precariedade dos serviços de saúde, educação e moradia prestados pelo estado em todas as suas instâncias, municipal, estadual e federal.
Enfim, a Festa Anual dos Garis, deveria servir como um momento de celebração de trabalhadores que prestam um serviço tão fundamental em nossa comunidade, e não para a promoção de qualquer grupo político. Amém.
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 21 de janeiro de 2011, às 16h30min.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

AMÉM AO “HOMEM”

Em entrevista recente, o Secretário de Agricultura municipal e o repórter do programa do governo fizeram um toque de bola ideológico descrevendo os oito anos do governo Lula como um exemplo ELENCANDO números positivos em relação ao acesso dos excluídos a comida, sobre aumento do acesso de pessoas ao ensino superior, o controle da inflação, a construção de hospital pelo governo do estado, a confiança dos investidores internacionais no país, a condição do Brasil hoje de ensinar aos americanos o sucesso do Plano Real, a redução do preço do kit-ceia do natal, o fato do Brasil se tornar até um credor do FMI, etc.
A função de qualquer assessoria de imprensa de qualquer governo é tingir com cores fortes o quadro feito em branco e preto de qualquer gestão. Ao se aproximar o período eleitoral das eleições do executivo e do legislativo federal, a versão dos governos, da situação sobre as suas realizações terão cores muito mais intensas do que as cores da realidade.
Com relação à entrevista no rádio onde o governo Lula foi colocado nas alturas, o principal fato omitido é que os sucessos estruturais na condução da economia do país tais como: confiança dos investidores internacionais, controle da inflação e o absoluto controle da dívida externa, não se deve ao governo Lula. E sim, ao governo do PSDB, que foi o mentor do Plano Real. Se o governo Lula teve algum mérito, foi obedecer ao pé da letra às orientações do Plano Real.
Quando se vangloria o acesso as universidades das populações mais pobres e negras do país, as pessoas esquecem que apesar de tudo isso, o Brasil não chegar a ter 10% da população estudantil com o curso superior completo. Enquanto nos Estados Unidos e na Europa, alguns países chegam a ter 40% da população formada em universidades.
A visão técnica e economicista dos governos deste país levam os governantes a dizerem baboseiras que se contradizem cotidianamente. Como divulgar a melhoria das condições de vida das populações mais pobres, se o governo Lula, afirma que nunca o capital financeiro ganhou tanto dinheiro como no seu governo? A redução do preço do kit natalino não se deve pela maior produção, se deve pela falta de procura do mesmo. E o que dá origem a falta de procura de um produto? A falta de condições para comprá-lo. A qual é gerada pelo desemprego, pela diminuição da renda da população pobre do país.
Portanto, não faz nenhum sentido esse ufanismo em relação à Ilha da Fantasia ideológica criada pelo PT para defender sua continuação no governo. Na verdade, se esperava mudanças mais intensas, propostas ainda quando PT era um partido maldito e Lula era o sapo barbudo e “analfabeto” indigerível pela elite brasileira. Hoje reza a cartilha neoliberal com tamanha competência que chega a ser chamado pelo Tio Sam, na pessoa de Obama de: THE MAN!. Para quem não sabe, é como a gente costuma chamar o novo rico ou poderoso em Esplanada: “O HOMEM”. Frases tais como: “O Homem taì? O Homem viajou? Quando o Homem vai nos pagar? Abundam em nosso cotidiano.
Não devemos procurar o “HOMEM”, mas devemos ser HOMENS! Para pararmos de pedir, de mendigar pequenos privilégios. Porque quem nos dá um pequeno privilégio através do poder público, se apropriou de privilégio ainda maior.
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 26 de novembro de 2009, às 13:32min.