De acordo com os gregos, o topázio era capaz de transmitir força a quem o usasse. Já na Idade Média, acreditava-se que ele protegia contra todos os males. A variedade mais apreciada é o Topázio Imperial, muito apreciado pelos japoneses, encontrado apenas em Ouro Preto, Minas Gerais. As melhores gemas são em tom de rosa profundo, transparentes, cujo brilho é comparado ao do diamante. Há jazidas em todo o mundo, mas as principais encontram-se no Brasil, em Minas Gerias e no Espírito Santo, Sri Lanka, Birmânia e Rússia. (Fonte Internet)
Essa é a descrição do mineral, porém, existe em Esplanada um grupo de Capoeira e de artes marciais, chamado Topázio. Acho que é dessa força atribuída pelos gregos ao mineral, que é dotado esse grupo para se manter existindo numa sociedade que mais se aproveita do que potencializa o projeto do grupo de Capoeira Topázio.
O governo local detém em seu poder os meios e os recursos necessários para dinamizar a vida da nossa cidade em todos os seus aspectos. É para isso que arrecada impostos. Na área cultural é comum o financiamento com dinheiro público das festas populares. O Plano Plurianual de Esplanada orçou milhões de reais para as festas do São João e do Carnaval, enquanto para capacitação de professores deixou apenas míseros 35 mil reais anuais. Pasmem!
0s “porcos” mencionados no título, simbolicamente se refere à aquelas pessoas que quando estão no poder, só sabem se chafurdar no egoísmo dos próprios interesses. Não conseguem enxergar o altruísmo, a honestidade e a magnanimidade necessária para ser um político na verdadeira acepção da palavra. É por isso que o Grupo Topázio, sob a liderança de New não é valorizado da forma que merece.
Algumas instituições públicas ou privadas, quando solicitam a apresentação do maculelê etc. na maioria das vezes é de forma voluntária. Mas aí cabe a pergunta: alguém é gestor de faculdades virtuais, de escolinhas, colégios públicos e particulares de forma gratuita? Pois é dessa forma que o Grupo Topázio presta seus valorosos serviços. Muitas vezes a espera de promessas vãs, de quem gravita em torno do poder e que só gasta seus “cacifes”, com seus interesses pessoais e não com as necessidades da comunidade que administram.
Iniciativas como o Grupo de Capoeira Topázio que tem tanta brasilidade no aspecto cultural e que tem tanto poder de inserção social, devem ser mais valorizadas pelo poder público local. O atual governo municipal tem a estrutura formal e salarial das secretarias de turismo, cultura, esporte e lazer, mas não tem a estrutura física e nem de ações que realmente estimulem a produção cultural da nossa cidade.
A preocupação está em manter a estrutura das negociatas eleitorais. Os cargos públicos, elementos vitais da administração pública, são literalmente “partidos” pelos Partidos Políticos, como um bolo na orgia política dos nossos governantes. Enquanto isso, cidadãos como o mestre do Grupo Topázio que lideram trabalhos sócio-educacionais tão importantes para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, ficam vivendo de bicos eventualmente “ofertados” pelo poder público.
Prof. Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 01 de setembro de 2010, às 19h41min.
REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO SOCIAL, POLÍTICO E DE COSTUMES DA CIDADE EM QUE VIVO (ESPLANADA) COM EXTENSÃO A OUTRAS REALIDADES E O TRATO FILOSÓFICO E HISTÓRICO DO QUE É HUMANO NO PARTICULAR E NO UNIVERSAL.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
GRUPO DE CAPOEIRA TOPÁZIO, UMA PÉROLA JOGADA AOS PORCOS?
De acordo com os gregos, o topázio era capaz de transmitir força a quem o usasse. Já na Idade Média, acreditava-se que ele protegia contra todos os males. A variedade mais apreciada é o Topázio Imperial, muito apreciado pelos japoneses, encontrado apenas em Ouro Preto, Minas Gerais. As melhores gemas são em tom de rosa profundo, transparentes, cujo brilho é comparado ao do diamante. Há jazidas em todo o mundo, mas as principais encontram-se no Brasil, em Minas Gerias e no Espírito Santo, Sri Lanka, Birmânia e Rússia. (Fonte Internet)
Essa é a descrição do mineral, porém, existe em Esplanada um grupo de Capoeira e de artes marciais, chamado Topázio. Acho que é dessa força atribuída pelos gregos ao mineral, que é dotado esse grupo para se manter existindo numa sociedade que mais se aproveita do que potencializa o projeto do grupo de Capoeira Topázio.
O governo local detém em seu poder os meios e os recursos necessários para dinamizar a vida da nossa cidade em todos os seus aspectos. É para isso que arrecada impostos. Na área cultural é comum o financiamento com dinheiro público das festas populares. O Plano Plurianual de Esplanada orçou milhões de reais para as festas do São João e do Carnaval, enquanto para capacitação de professores deixou apenas míseros 35 mil reais anuais. Pasmem!
0s “porcos” mencionados no título, simbolicamente se refere à aquelas pessoas que quando estão no poder, só sabem se chafurdar no egoísmo dos próprios interesses. Não conseguem enxergar o altruísmo, a honestidade e a magnanimidade necessária para ser um político na verdadeira acepção da palavra. É por isso que o Grupo Topázio, sob a liderança de New não é valorizado da forma que merece.
Algumas instituições públicas ou privadas, quando solicitam a apresentação do maculelê etc. na maioria das vezes é de forma voluntária. Mas aí cabe a pergunta: alguém é gestor de faculdades virtuais, de escolinhas, colégios públicos e particulares de forma gratuita? Pois é dessa forma que o Grupo Topázio presta seus valorosos serviços. Muitas vezes a espera de promessas vãs, de quem gravita em torno do poder e que só gasta seus “cacifes”, com seus interesses pessoais e não com as necessidades da comunidade que administram.
Iniciativas como o Grupo de Capoeira Topázio que tem tanta brasilidade no aspecto cultural e que tem tanto poder de inserção social, devem ser mais valorizadas pelo poder público local. O atual governo municipal tem a estrutura formal e salarial das secretarias de turismo, cultura, esporte e lazer, mas não tem a estrutura física e nem de ações que realmente estimulem a produção cultural da nossa cidade.
A preocupação está em manter a estrutura das negociatas eleitorais. Os cargos públicos, elementos vitais da administração pública, são literalmente “partidos” pelos Partidos Políticos, como um bolo na orgia política dos nossos governantes. Enquanto isso, cidadãos como o mestre do Grupo Topázio que lideram trabalhos sócio-educacionais tão importantes para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, ficam vivendo de bicos eventualmente “ofertados” pelo poder público.
Prof. Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 01 de setembro de 2010, às 19h41min.
CONDOMÍNIO CANTOS DOS PÁSSAROS OU "CIDADE DE DEUS"?
É de conhecimento público, que as favelas nasceram nos grandes centros urbanos desse país, tais como, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras razões devido à migração dos escravos recém-libertos no final do Século XIX.
Desassistidos pelo estado brasileiro, foram se estabelecer em comunidades urbanas formadas de forma aleatória, sem o menor planejamento, sem infra-estrutura e sem segurança. Sua população, ainda hoje, formada por trabalhadores com precária formação escolar e profissional, se tornou o exército de mão-obra subalterno de motoristas, porteiros, empregadas domésticas etc., dos bairros do asfalto, portando, mas ricos.
Todo mundo sabe, a ausência do estado, gerou as favelas. O tráfico de drogas através do medo e de um assistencialismo torto domina esses espaços urbanos e agora os governos para resgatar anos de negligência fazem grandes esforços e muitas vezes fracassam.
Ultimamente tem nascido comunidades planejadas pelo estado, como é o caso do Condomínio Canto dos Pássaros, como assim batizou o prefeito que inaugurou a obra, com o perfil das favelas dos grandes centros urbanos. Sem iluminação de boa qualidade, sem calçamento, sem esgotos, sem segurança e com precário fornecimento de água (os moradores costumam pegar baldes de água na ABB), essas comunidades acabam por serem apelidadas com nome de favela.
Ninguém apelida uma comunidade com nome da favela fictícia do filme Cidade de Deus, de maneira gratuita. Se o apelido existe, é porque existem razões que justificam sua existência.
Os moradores do Condomínio Canto dos Pássaros, para deixarem de ter esse nome como referência do lugar onde moram, terão que se organizar e exigir do poder público o tratamento digno de uma comunidade cidadã. Porque se forem esperar pela ação desse grupo atualmente no poder, terão que esperar, e muito.
Eles preferem gastar milhares de reais na construção da Estátua do Cristo, que não atrai nenhum turista pra cidade, mas que por ironia, tem logo abaixo de seus pés uma comunidade apelidada de “inferninho”. Talvez seja essa a função da imponente estátua do Cristo, compensar com uma fé inoperante a falta de capacidade desse grupo político de fazer uma administração popular que justificasse a utilização do slogan mentiroso O POVO NO PODER.
A ironia é que familiares dos habitantes do Condomínio Canto dos Pássaros que visitam Esplanada por ocasião de férias ou festas, talvez não levem com tanto orgulho as fotos do Condomínio, como levam as fotos da Nova Prefeitura. Afinal, mais iluminada, mais segura e mais calçada do que a “Cidade de Deus”, ela é!
Essa “crise de identidade social” terá que resolvida pela comunidade de nome tão lírico: Condomínio Canto dos Pássaros ou será “Cidade de Deus”? O prefeito que deu nome a comunidade teve muito gosto em batizá-la, mas claramente não teve na maneira de construí-la.
Ou a comunidade se organiza e luta por melhoria da infra-estrutura e da segurança, ou viverá de melhorias eventuais por ocasião de eleições, por exemplo. Porque nisso esse grupo político no poder local é mestre. Na manipulação eleitoral dos direitos constitucionais e naturais, do eleitorado inconsciente, interesseiro e subserviente que o apóia.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 08 de abril de 2010 às 20h30min.
Desassistidos pelo estado brasileiro, foram se estabelecer em comunidades urbanas formadas de forma aleatória, sem o menor planejamento, sem infra-estrutura e sem segurança. Sua população, ainda hoje, formada por trabalhadores com precária formação escolar e profissional, se tornou o exército de mão-obra subalterno de motoristas, porteiros, empregadas domésticas etc., dos bairros do asfalto, portando, mas ricos.
Todo mundo sabe, a ausência do estado, gerou as favelas. O tráfico de drogas através do medo e de um assistencialismo torto domina esses espaços urbanos e agora os governos para resgatar anos de negligência fazem grandes esforços e muitas vezes fracassam.
Ultimamente tem nascido comunidades planejadas pelo estado, como é o caso do Condomínio Canto dos Pássaros, como assim batizou o prefeito que inaugurou a obra, com o perfil das favelas dos grandes centros urbanos. Sem iluminação de boa qualidade, sem calçamento, sem esgotos, sem segurança e com precário fornecimento de água (os moradores costumam pegar baldes de água na ABB), essas comunidades acabam por serem apelidadas com nome de favela.
Ninguém apelida uma comunidade com nome da favela fictícia do filme Cidade de Deus, de maneira gratuita. Se o apelido existe, é porque existem razões que justificam sua existência.
Os moradores do Condomínio Canto dos Pássaros, para deixarem de ter esse nome como referência do lugar onde moram, terão que se organizar e exigir do poder público o tratamento digno de uma comunidade cidadã. Porque se forem esperar pela ação desse grupo atualmente no poder, terão que esperar, e muito.
Eles preferem gastar milhares de reais na construção da Estátua do Cristo, que não atrai nenhum turista pra cidade, mas que por ironia, tem logo abaixo de seus pés uma comunidade apelidada de “inferninho”. Talvez seja essa a função da imponente estátua do Cristo, compensar com uma fé inoperante a falta de capacidade desse grupo político de fazer uma administração popular que justificasse a utilização do slogan mentiroso O POVO NO PODER.
A ironia é que familiares dos habitantes do Condomínio Canto dos Pássaros que visitam Esplanada por ocasião de férias ou festas, talvez não levem com tanto orgulho as fotos do Condomínio, como levam as fotos da Nova Prefeitura. Afinal, mais iluminada, mais segura e mais calçada do que a “Cidade de Deus”, ela é!
Essa “crise de identidade social” terá que resolvida pela comunidade de nome tão lírico: Condomínio Canto dos Pássaros ou será “Cidade de Deus”? O prefeito que deu nome a comunidade teve muito gosto em batizá-la, mas claramente não teve na maneira de construí-la.
Ou a comunidade se organiza e luta por melhoria da infra-estrutura e da segurança, ou viverá de melhorias eventuais por ocasião de eleições, por exemplo. Porque nisso esse grupo político no poder local é mestre. Na manipulação eleitoral dos direitos constitucionais e naturais, do eleitorado inconsciente, interesseiro e subserviente que o apóia.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 08 de abril de 2010 às 20h30min.
RELIGIÃO E POLÍTICA EM ESPLANADA
É de causar enjôo a utilização cínica da religião como instrumento de dominação política do povo de Esplanada por esse grupo no poder há nove anos. A jogada mais recente é a inauguração em pleno período das eleições da Cúria, junto a uma atração musical.
Desse modo o Beato-Mor relaciona diretamente a sua pessoa aos valores cristãos. Assim, os fiéis católicos e potenciais eleitores ficam alienadamente felizes.
Inaugurar obras administrativas faz até sentido. Como por exemplo, no caso do gigante branco e que beira a inutilidade, o chamado Centro Administrativo. Que a oposição de forma equivocada tentou impedir. Mas a utilização de ações religiosas, tais como a inauguração da Cúria e atração musical, é claramente uma jogada política.
Quando diz no pedido de apoio gravado aos seus candidatos em carro de som que o “voto é livre”, o Beato-Mor está mentindo. O voto dos seus eleitores não está livre da manipulação religiosa; não está livre das operações caras que paga com nosso dinheiro para alguns sortudos e parecer o salvador da pátria; não está livre da chantagem das feiras semanais; não está livre dos “desdobramentos” de horas extras dos funcionários da Prefeitura e não está livre da dependência dos cargos de confiança e comissionados que encabrestam a classe média de Esplanada.
Quando olho o dito “Poder de Deus”, vejo mais a necessidade imperiosa de que Deus exista. Se Deus não existisse nós o teríamos inventado. Nós não carecemos só de comida. Carecemos de comida, diversão e arte. Como diz os Titãs numa música. Mas acredito que carecemos principalmente de Deus e de Fé. A ciência nos dá conforto, rapidez na comunicação, alonga os nossos dias de vida, mas não alimenta a nossa alma.
Aí caro leitor, alguns espertalhões, sabendo dessa necessidade do divino em nós. Não hesitam em nos explorar através da religião. Usam capas de cordeiros religiosos, quando na verdade são lobos cínicos. Vejam como a fé vendida nos programas evangélicos de todas as denominações cura tudo. Até dívidas somem misteriosamente das contas do banco devido à fé dos fiéis. Coitada da Fé. Na ânsia de vendê-la os falsos religiosos a tornaram uma estelionatária. Quando na verdade estelionatários são eles. Quando se apropriam de um sentimento tão profundo e nobre e o usam como forma de ganhar dinheiros dos tolos.
Vendem águas santas, óleos santos. Vendem prosperidade na empresa e vendem principalmente a harmonia, a saúde e a superação das drogas nos lares dos fiéis. Do jeito que vai, os hospitais públicos e o INSS deviam fechar. Pra que existem, se a fé vendida nos púlpitos dos falsos religiosos, faz cego ver, coxo andar e canceroso ficar limpo?
Não se deveria misturar religião com política. É inauguração de Cúria, leilão de bois, Joana cantando músicas evangélicas, cantores gospel na praça de eventos, etc., sempre em datas políticas. Todos sabem que não é mera coincidência. Tudo isso faz parte de uma encenação bem orquestrada por aqueles que querem se perpetuar no poder para depois com o dinheiro público viajarem à Itália para ver o Papa, realizarem cruzeiros mundo à fora, terem camarotes Vip no Carnaval de Salvador e depois posarem de benfeitores dos fiéis Esplanadenses. Amém.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 25 de Agosto de 2010, ás 18h38min.
Desse modo o Beato-Mor relaciona diretamente a sua pessoa aos valores cristãos. Assim, os fiéis católicos e potenciais eleitores ficam alienadamente felizes.
Inaugurar obras administrativas faz até sentido. Como por exemplo, no caso do gigante branco e que beira a inutilidade, o chamado Centro Administrativo. Que a oposição de forma equivocada tentou impedir. Mas a utilização de ações religiosas, tais como a inauguração da Cúria e atração musical, é claramente uma jogada política.
Quando diz no pedido de apoio gravado aos seus candidatos em carro de som que o “voto é livre”, o Beato-Mor está mentindo. O voto dos seus eleitores não está livre da manipulação religiosa; não está livre das operações caras que paga com nosso dinheiro para alguns sortudos e parecer o salvador da pátria; não está livre da chantagem das feiras semanais; não está livre dos “desdobramentos” de horas extras dos funcionários da Prefeitura e não está livre da dependência dos cargos de confiança e comissionados que encabrestam a classe média de Esplanada.
Quando olho o dito “Poder de Deus”, vejo mais a necessidade imperiosa de que Deus exista. Se Deus não existisse nós o teríamos inventado. Nós não carecemos só de comida. Carecemos de comida, diversão e arte. Como diz os Titãs numa música. Mas acredito que carecemos principalmente de Deus e de Fé. A ciência nos dá conforto, rapidez na comunicação, alonga os nossos dias de vida, mas não alimenta a nossa alma.
Aí caro leitor, alguns espertalhões, sabendo dessa necessidade do divino em nós. Não hesitam em nos explorar através da religião. Usam capas de cordeiros religiosos, quando na verdade são lobos cínicos. Vejam como a fé vendida nos programas evangélicos de todas as denominações cura tudo. Até dívidas somem misteriosamente das contas do banco devido à fé dos fiéis. Coitada da Fé. Na ânsia de vendê-la os falsos religiosos a tornaram uma estelionatária. Quando na verdade estelionatários são eles. Quando se apropriam de um sentimento tão profundo e nobre e o usam como forma de ganhar dinheiros dos tolos.
Vendem águas santas, óleos santos. Vendem prosperidade na empresa e vendem principalmente a harmonia, a saúde e a superação das drogas nos lares dos fiéis. Do jeito que vai, os hospitais públicos e o INSS deviam fechar. Pra que existem, se a fé vendida nos púlpitos dos falsos religiosos, faz cego ver, coxo andar e canceroso ficar limpo?
Não se deveria misturar religião com política. É inauguração de Cúria, leilão de bois, Joana cantando músicas evangélicas, cantores gospel na praça de eventos, etc., sempre em datas políticas. Todos sabem que não é mera coincidência. Tudo isso faz parte de uma encenação bem orquestrada por aqueles que querem se perpetuar no poder para depois com o dinheiro público viajarem à Itália para ver o Papa, realizarem cruzeiros mundo à fora, terem camarotes Vip no Carnaval de Salvador e depois posarem de benfeitores dos fiéis Esplanadenses. Amém.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 25 de Agosto de 2010, ás 18h38min.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Lu, Im Memoriam
Milhares de pessoas por dia morrem no Brasil e no Mundo devido à falta de assistência pública. O termo “pública” não se refere a apenas ao estado municipal, estadual, federal ou internacional. Refere-se às famílias, aos vizinhos, aos amigos, entidades representativas, enfim, a todos nós que vivemos em sociedade.
Em cada ação violenta, em cada vítima da fome, da violência, da guerra, todos nós temos uma parcela de responsabilidade. Trazemos conosco tanto a maldição da culpa social pelo gesto mais vil, como também, a glória coletiva de um gesto amoroso. Por exemplo, quando um anônimo na ânsia de salvar uma vida, perde a dele própria. É claro, que aqueles que detêm recursos e poder nas mãos têm maior responsabilidade. Justamente, por isso, por deterem poder e recursos públicos em suas mãos.
A morte recente de Luciano do Santos traz consigo inevitavelmente a dimensão da responsabilidade social daquele que detêm algum tipo de poder público. É claro que A Síndrome de Down reduz o tempo da vida de seus portadores, mas a precocidade da morte de Lu é responsabilidade de todos nós. Principalmente daqueles que poderiam fazer exames médicos periódicos, daqueles que deveria fornecer um nutricionista e dar alimentação adequada.
Todos nós vamos morrer um dia. Mas morrer precocemente ou não, não está nas mãos fatalistas de Deus, mas nas condições materiais de vida e na qualidade de assistência do estado. Será que achamos que a luta titânica do vice-presidente José de Alencar, se deve apenas a sua grande vontade de viver. Ou também se deve a melhor assistência médica que ele pode comprar? Afinal, além de ser vice-presidente do Brasil, é um homem rico.
Portanto, está mais que na hora de não se deixar que outras pessoas com Síndrome de Down morram antes do tempo natural imposto pela doença. Está mais que na hora de deixar de lado as fogueiras das vaidades profissionais, as disputas politiqueiras, à busca de louros políticos mesquinhos, a obstinada busca de se manter num cargo público a qualquer custo e a burocracia insensível que justifique a falta de recursos e pessoal.
As pessoas NÃO ESCOLHEM nascer com síndromes. As pessoas. NÃO ESCOLHEM nascer na miséria. Mas o mundo que encontram, NÓS ESCOLHEMOS que seja assim. O mundo é assim, porque em cada gesto, em cada palavra, em cada regra absurda inventada para que ele seja assim, nós todos somos cúmplices. Todos, absolutamente todos nós, somos responsáveis.
Este mundo, não é um mundo de punição daqueles que nascem com o pecado original, tampouco é um mundo de resgate de reencarnações passadas, este mundo caro leitor, é o mundo do LIVRE ARBÍTRIO, da LIVRE ESCOLHA, e são as escolhas nossas de cada dia que o torna assim.
O que se espera é que a morte precoce da pessoa com de Síndrome de Down, Lu, inspire novas escolhas de todos nós. Para que outros não venham sucumbir injustamente antes do tempo. Ou tão somente ─ já que esse governo municipal é tão legalista ─ apenas execute o cumprimento da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que em seu bojo, seguindo a Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes da ONU e a Convenção 63 da OIT, estabelece no Artigo 23. Parágrafo I. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos MUNICÍPIOS: cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. Amém.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 14 de julho de 2010, às 07h59min.
Leia esse e outros inéditos no blog: arioiconoclasta.blogspot.com/
Em cada ação violenta, em cada vítima da fome, da violência, da guerra, todos nós temos uma parcela de responsabilidade. Trazemos conosco tanto a maldição da culpa social pelo gesto mais vil, como também, a glória coletiva de um gesto amoroso. Por exemplo, quando um anônimo na ânsia de salvar uma vida, perde a dele própria. É claro, que aqueles que detêm recursos e poder nas mãos têm maior responsabilidade. Justamente, por isso, por deterem poder e recursos públicos em suas mãos.
A morte recente de Luciano do Santos traz consigo inevitavelmente a dimensão da responsabilidade social daquele que detêm algum tipo de poder público. É claro que A Síndrome de Down reduz o tempo da vida de seus portadores, mas a precocidade da morte de Lu é responsabilidade de todos nós. Principalmente daqueles que poderiam fazer exames médicos periódicos, daqueles que deveria fornecer um nutricionista e dar alimentação adequada.
Todos nós vamos morrer um dia. Mas morrer precocemente ou não, não está nas mãos fatalistas de Deus, mas nas condições materiais de vida e na qualidade de assistência do estado. Será que achamos que a luta titânica do vice-presidente José de Alencar, se deve apenas a sua grande vontade de viver. Ou também se deve a melhor assistência médica que ele pode comprar? Afinal, além de ser vice-presidente do Brasil, é um homem rico.
Portanto, está mais que na hora de não se deixar que outras pessoas com Síndrome de Down morram antes do tempo natural imposto pela doença. Está mais que na hora de deixar de lado as fogueiras das vaidades profissionais, as disputas politiqueiras, à busca de louros políticos mesquinhos, a obstinada busca de se manter num cargo público a qualquer custo e a burocracia insensível que justifique a falta de recursos e pessoal.
As pessoas NÃO ESCOLHEM nascer com síndromes. As pessoas. NÃO ESCOLHEM nascer na miséria. Mas o mundo que encontram, NÓS ESCOLHEMOS que seja assim. O mundo é assim, porque em cada gesto, em cada palavra, em cada regra absurda inventada para que ele seja assim, nós todos somos cúmplices. Todos, absolutamente todos nós, somos responsáveis.
Este mundo, não é um mundo de punição daqueles que nascem com o pecado original, tampouco é um mundo de resgate de reencarnações passadas, este mundo caro leitor, é o mundo do LIVRE ARBÍTRIO, da LIVRE ESCOLHA, e são as escolhas nossas de cada dia que o torna assim.
O que se espera é que a morte precoce da pessoa com de Síndrome de Down, Lu, inspire novas escolhas de todos nós. Para que outros não venham sucumbir injustamente antes do tempo. Ou tão somente ─ já que esse governo municipal é tão legalista ─ apenas execute o cumprimento da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, que em seu bojo, seguindo a Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes da ONU e a Convenção 63 da OIT, estabelece no Artigo 23. Parágrafo I. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos MUNICÍPIOS: cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. Amém.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 14 de julho de 2010, às 07h59min.
Leia esse e outros inéditos no blog: arioiconoclasta.blogspot.com/
E QUANDO ACABA O DOIDO SOU
Na Carta aos Coríntios, escrita pelo Apóstolo Paulo de Tarso, no Capítulo 1:27, está escrito: “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes”. Num mundo doentio, dividido e esquizofrênico como o nosso, onde a mentira é o carro-chefe das relações humanas para manter e tornar natural a desigualdade no ter, no saber e no poder, qualquer um que ouse desafiar esse esquema, é logo taxado de louco.
Taxar a alguém de louco é uma forma de desautorizá-lo em seu discurso. Porque o louco é aquele que ultrapassou a fronteira dos significados comuns, coletivos. Acontece que dissecar, apontar a inconsistência do discurso do dominador não é ser louco. É ser lúcido e politicamente correto. É isto que incomoda.
É fácil notar os paradoxos do discurso dominante, quando vemos políticos e religiosos pregarem a igualdade social, preocupação com os problemas coletivos, a ética e o amor, enquanto em suas ações escancaram sua ganância e sua falsidade.
É assim que vemos em pleno curso, um mandato tampão para orquestrar a volta do Beato-Mor. E quando acaba o louco sou eu.
É assim que acontece a blindagem ideológica pela classe média local de um falso religioso e manipulador se tornar o salvador de Esplanada. E quando acaba o louco sou eu.
O despreparo emocional e técnico daquele que detêm cargos públicos. E quando acaba o louco sou eu.
A subserviência e venalidade do legislativo, de cargos comissionados e de confiança e até de trabalhadores. E quando acaba o louco sou eu.
O caos administrativo e pedagógico na educação esplanadense. E quando acaba o louco sou eu.
O desperdício do dinheiro público tão farto em nosso município acabar financiando privilégios e esmola pro povo. E quando acaba o louco sou eu.
O “dotô” e o “beato-mor” monopolizando o cenário político há 30 anos e a gente sem orquestrar uma terceira opção de gestão. E quando acaba o louco sou eu.
A realização desse grupo de obras faraônicas religiosas, privadas e administrativas sem efetiva funcionalidade como o Cristo, o Centro Administrativo, o galpão de 6.000 m² na entrada do Conde, o matadouro municipal, o centro de abastecimento e outros, servirem de lastro político e contábil para um governante que só soube dar muito mal feiras semanais, não gerar um único emprego privado e concentrar renda e privilégios entre os mais ricos de esplanada. E quando acaba o louco sou eu.
A convivência com a falta de imaginação política do povo esplanadense, sua subserviência a esses ridículos tiranos e o maniqueísmo ideológico que eles criaram como algo natural. E quando acaba o louco sou eu.
É assim que se torna normal a convivência com o povo pedindo esmola num quadro do programa de rádio financiado pela prefeitura, achar que faz todo o sentido sua existência. E quando acaba o louco sou eu.
Se dissermos que acreditamos na honestidade e na aplicação coletiva das ações do estado, risos mordazes e cínicos, tornam louca e ridícula a sua fé. E quando acaba o louco sou eu.
Portanto, é dessa forma que vivemos nessa loucura institucionalizada. Realmente, o mundo da matéria se contrapõe ao mundo do espírito. Acreditar que somos só carne, é que nos torna tão miseráveis e incompetentes para criarmos um mundo melhor. Temos tecnologia, temos produção farta de mercadorias e alimentos. O problema é que somos como reza a seguinte lenda: Um homem rico procurou Chico Xavier, dizendo que tinha saúde e que tinha tudo que o mundo material podia oferecer, mas era infeliz. Ao que Chico Xavier secamente respondeu: ajude o próximo.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 08 de julho de 2010, às 22horas e 05min.
Taxar a alguém de louco é uma forma de desautorizá-lo em seu discurso. Porque o louco é aquele que ultrapassou a fronteira dos significados comuns, coletivos. Acontece que dissecar, apontar a inconsistência do discurso do dominador não é ser louco. É ser lúcido e politicamente correto. É isto que incomoda.
É fácil notar os paradoxos do discurso dominante, quando vemos políticos e religiosos pregarem a igualdade social, preocupação com os problemas coletivos, a ética e o amor, enquanto em suas ações escancaram sua ganância e sua falsidade.
É assim que vemos em pleno curso, um mandato tampão para orquestrar a volta do Beato-Mor. E quando acaba o louco sou eu.
É assim que acontece a blindagem ideológica pela classe média local de um falso religioso e manipulador se tornar o salvador de Esplanada. E quando acaba o louco sou eu.
O despreparo emocional e técnico daquele que detêm cargos públicos. E quando acaba o louco sou eu.
A subserviência e venalidade do legislativo, de cargos comissionados e de confiança e até de trabalhadores. E quando acaba o louco sou eu.
O caos administrativo e pedagógico na educação esplanadense. E quando acaba o louco sou eu.
O desperdício do dinheiro público tão farto em nosso município acabar financiando privilégios e esmola pro povo. E quando acaba o louco sou eu.
O “dotô” e o “beato-mor” monopolizando o cenário político há 30 anos e a gente sem orquestrar uma terceira opção de gestão. E quando acaba o louco sou eu.
A realização desse grupo de obras faraônicas religiosas, privadas e administrativas sem efetiva funcionalidade como o Cristo, o Centro Administrativo, o galpão de 6.000 m² na entrada do Conde, o matadouro municipal, o centro de abastecimento e outros, servirem de lastro político e contábil para um governante que só soube dar muito mal feiras semanais, não gerar um único emprego privado e concentrar renda e privilégios entre os mais ricos de esplanada. E quando acaba o louco sou eu.
A convivência com a falta de imaginação política do povo esplanadense, sua subserviência a esses ridículos tiranos e o maniqueísmo ideológico que eles criaram como algo natural. E quando acaba o louco sou eu.
É assim que se torna normal a convivência com o povo pedindo esmola num quadro do programa de rádio financiado pela prefeitura, achar que faz todo o sentido sua existência. E quando acaba o louco sou eu.
Se dissermos que acreditamos na honestidade e na aplicação coletiva das ações do estado, risos mordazes e cínicos, tornam louca e ridícula a sua fé. E quando acaba o louco sou eu.
Portanto, é dessa forma que vivemos nessa loucura institucionalizada. Realmente, o mundo da matéria se contrapõe ao mundo do espírito. Acreditar que somos só carne, é que nos torna tão miseráveis e incompetentes para criarmos um mundo melhor. Temos tecnologia, temos produção farta de mercadorias e alimentos. O problema é que somos como reza a seguinte lenda: Um homem rico procurou Chico Xavier, dizendo que tinha saúde e que tinha tudo que o mundo material podia oferecer, mas era infeliz. Ao que Chico Xavier secamente respondeu: ajude o próximo.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 08 de julho de 2010, às 22horas e 05min.
sábado, 10 de julho de 2010
A IMBECILIDADE HUMANA NÃO É NOVA
a imbecilidade humana não é nova. Ela nasce junto com outras misérias da alma. Quando o homem em algum momento histórico começou a produzir além do que precisava para a mera sobrevivência. Logo se criou a estrutura para que apenas um determinado grupo tivesse o domínio sobre a riqueza produzida pela sociedade através essencialmente do trabalho da maioria que ficava na base da pirâmide social. A partir daí, a riqueza passou a ser o objeto de desejo de todos. Assim, o homem foi expulso do “paraíso”. O qual só existia porque as sociedades ancestrais não evoluíram tecnologicamente para o domínio da natureza com a conseqüente produção de riqueza.
O “paraíso” não era fruto da natureza humana, e sim um estágio de evolução material e social, que não permitia que a maldade, a vileza e a sordidez humana se manifestassem em busca da riqueza ainda não produzida. O sistema capitalista moderno potencializou ao extremo a produção de bens, por conseguinte toda a ganância da alma humana.
Toda construção conceitual das ciências sociais quando trata a vida humana na dimensão histórica, se referem a determinadas permanências como se tivessem um dinamismo independente da ação ética ou não do homem. Determinados conceitos como instituição, superestrutura, infra-estrutura, praticamente abstraem, desprezam o papel da motivação ética, como que desculpam sócio-historicamente a ação humana que teima em perpetuar privilégios materiais nas mãos da minoria, através da justificação ideológica, usando a religião e a racionalidade legal da democracia burguesa .
É sabido, que toda percepção humana é ideológica, desse modo, toda apreensão cognitiva, traz consigo motivações, interesses, ideais, enfim, traz parcialidade. Não existe o pensamento puro, destacadas das motivações contextuais que o envolvem.
É tão estranho perceber que a mesma humanidade que produziu o ápice da espiritualidade humana na figura de um judeu pobre, ironicamente, um trabalhador, é a mesma que orgulha-se do desenvolvimento científico tecnológico ilimitado, junto ao despeito sistemático das diferenças e tendo a excludência como instrumento de perpetuação das classes dominantes. Esqueceram da fraternidade proposta porque aquele que dividiu a história.
A divisão da história entre Antes de Cristo e Depois de Cristo se deu entre outras razões, porque a lado espiritual do homem foi expresso em toda plenitude durante a sua rápida existência sobre a Terra.
A história tem sido a sucessão cíclica de impérios civilizatórios que trazia a sua essência a busca pelo acúmulo e manutenção do poder material e político, quando como um raio incandescente Jesus propôs a fraternidade e a cooperação entre homens. Portanto, é sintomático que o ser histórico Jesus, se tornasse a referência de um novo tempo, um novo enfoque no trato entre os homens..
Os animais por determinação genética e não pela consciência, atribuo humano, são solidários no processo de perpetuação da espécie, portanto a própria vida. Enquanto nós os humanos senhores da consciência do próprio existir teimamos obcecadamente em conspirar para desenvolvimento espiritual humano.
É aparente a perspicácia da idéia de pecado original para justificação da miséria humana da maioria da população, porque assim, sentiria-se culpa de uma natureza pecadora, portando, merecendo todo tipo de sofrimento. Talvez os autores de tal idéia não tivesse a intenção de manipulá-la ideologicamente. Era de fato a percepção da nossa inerente maldade, da nossa dificuldade de expressar nossa vocação para amar.
O “paraíso” não era fruto da natureza humana, e sim um estágio de evolução material e social, que não permitia que a maldade, a vileza e a sordidez humana se manifestassem em busca da riqueza ainda não produzida. O sistema capitalista moderno potencializou ao extremo a produção de bens, por conseguinte toda a ganância da alma humana.
Toda construção conceitual das ciências sociais quando trata a vida humana na dimensão histórica, se referem a determinadas permanências como se tivessem um dinamismo independente da ação ética ou não do homem. Determinados conceitos como instituição, superestrutura, infra-estrutura, praticamente abstraem, desprezam o papel da motivação ética, como que desculpam sócio-historicamente a ação humana que teima em perpetuar privilégios materiais nas mãos da minoria, através da justificação ideológica, usando a religião e a racionalidade legal da democracia burguesa .
É sabido, que toda percepção humana é ideológica, desse modo, toda apreensão cognitiva, traz consigo motivações, interesses, ideais, enfim, traz parcialidade. Não existe o pensamento puro, destacadas das motivações contextuais que o envolvem.
É tão estranho perceber que a mesma humanidade que produziu o ápice da espiritualidade humana na figura de um judeu pobre, ironicamente, um trabalhador, é a mesma que orgulha-se do desenvolvimento científico tecnológico ilimitado, junto ao despeito sistemático das diferenças e tendo a excludência como instrumento de perpetuação das classes dominantes. Esqueceram da fraternidade proposta porque aquele que dividiu a história.
A divisão da história entre Antes de Cristo e Depois de Cristo se deu entre outras razões, porque a lado espiritual do homem foi expresso em toda plenitude durante a sua rápida existência sobre a Terra.
A história tem sido a sucessão cíclica de impérios civilizatórios que trazia a sua essência a busca pelo acúmulo e manutenção do poder material e político, quando como um raio incandescente Jesus propôs a fraternidade e a cooperação entre homens. Portanto, é sintomático que o ser histórico Jesus, se tornasse a referência de um novo tempo, um novo enfoque no trato entre os homens..
Os animais por determinação genética e não pela consciência, atribuo humano, são solidários no processo de perpetuação da espécie, portanto a própria vida. Enquanto nós os humanos senhores da consciência do próprio existir teimamos obcecadamente em conspirar para desenvolvimento espiritual humano.
É aparente a perspicácia da idéia de pecado original para justificação da miséria humana da maioria da população, porque assim, sentiria-se culpa de uma natureza pecadora, portando, merecendo todo tipo de sofrimento. Talvez os autores de tal idéia não tivesse a intenção de manipulá-la ideologicamente. Era de fato a percepção da nossa inerente maldade, da nossa dificuldade de expressar nossa vocação para amar.
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