Basta Da Cruz, O Inocente Útil.
Nas ciências sociais ao logo do tempo, detectaram-se certas verdades. Uma delas é que comumente as classes médias, determinam o modo de pensar das classes mais pobres, são freqüentemente defensoras da moral vigente e são responsáveis pelo dinamismo da economia onde vivem. Os setores médios esplanadenses não contrariam essa relativa verdade.
Ao ter seus interesses econômicos contrariados pelo “doto”, a classe média local e parte da elite esplanadense, organizaram e investiram na vitória eleitora do “Basta da Cruz”. Tornou sua insatisfação a insatisfação da maioria do eleitorado.
A classe média ao ter condições materiais de gerar emprego, ainda que de maneira informal e explorando os trabalhadores; ser mais articulada e saber defender seus interesses, acabou em seu discurso cotidiano, por proteger, blindar ideologicamente o “Basta da Cruz”.
Nele na pega. Todos os seus os seus “erros” propositais, equívocos desavisados e ratadas homéricas, que se equivalem às suas obras faraônicas e pouco práticas, são minimizados por aqueles que têm seus interesses afagados.
Frases, tais como: “Ele confiou nas pessoas e elas o decepcionaram”, “Ele não domina a burocracia financeira e administrativa da prefeitura e as pessoas o enganaram”. Dessa forma, o “Basta da Cruz”, consegue manter uma opinião pública favorável em meio a classe média esplanadense, e, por conseguinte, entre aqueles que ela tem domínio social e econômico.
A conseqüência disso, é que o “dotô”, se tornou ao longo dos anos a própria personificação do mal. Manifestou-se então, um maniqueísmo perverso, falso e conveniente para aqueles que apresentaram o slogan demagógico “O Povo no Poder”. Porém, esqueceram de dizer que o “povo” que se referiam seria a própria família, parentes, amigos e principalmente, aqueles que deram sustentação econômica na eleição.
Do povo simples; que disputa cada refeição; que mora em casebres e que estão em plena miséria econômica e ideológica, é difícil nascer a organização de uma vitória eleitoral e de um projeto político, que muitos dizem é de ficar no poder por 30 anos!
Dentro desse grupo atualmente no poder, todo dia aparece um novo vilão. Detentores de cargos estratégicos no governo do Basta da Cruz pagam o pato do desgaste público. Não tem problema... não são políticos. São funcionários de carreira: diretores, secretários, chefes de setor, assessores de governo, freqüentemente se tornam vilões.
Em compensação, aquele que assinava os decretos, os empenhos, as nomeações e nos impôs um triste mandato do atual prefeito, o maior dos vilões, posa de bom moço, de vítima. Como se ele próprio fosse vítima do próprio político que chefia. Ele é apenas o Grande Inocente Útil. Vítima da maldade, da ambição, da falta de lealdade, de quem ele confiou. Tanta Baboseira!
Infelizmente é esse discurso mentiroso que é sustentado por aqueles que blindam ideologicamente o “Basta da Cruz”. O que querem é a sua volta triunfal... Argh! Afinal, o atual prefeito está a serviço desse esquema ideológico perverso, maquiavélico e maniqueísta imposto pelo “doto” e pelo “Basta da Cruz” aos pobres e inocentes eleitores de Esplanada..
Vejam, caros (e) leitores, ele usou seu cacife político para colocar no poder um prefeito tampão, e ainda posar de bonzinho, de decepcionado e “ajudar” nos bastidores, aqueles que sofresse as “maldades” do atual gestor. Poupe-nos de tanta manipulação! Esse esquema é engenhoso, mas não tem consistência.
Tomara que esse castelo de cartas falsas caia por terra nas próximas eleições municipais! Tanta mentira não pode durar tanto tempo. Basta que a classe média deixe de olhar para o próprio umbigo e junto com uma nova liderança, faça um projeto de governo que promova uma economia municipal auto-sustentável e que pense no coletivo, e não somente a manutenção do poder de um grupo político que só enxerga os próprios interesses e não tem olhos para as necessidades coletivas do povo esplanadense. “Basta do “doto” e da Cruz, amém.”
Professor Ari, O Iconoclasta, Esplanada, 30 de junho de 2010 às 11h10minminutos.
REFLEXÕES SOBRE O COTIDIANO SOCIAL, POLÍTICO E DE COSTUMES DA CIDADE EM QUE VIVO (ESPLANADA) COM EXTENSÃO A OUTRAS REALIDADES E O TRATO FILOSÓFICO E HISTÓRICO DO QUE É HUMANO NO PARTICULAR E NO UNIVERSAL.
sábado, 10 de julho de 2010
AS CORES DA EDUCAÇÃO
AS CORES DA EDUCAÇÃO
É consenso no meio científico que a memória é seletiva. Ela costuma guardar tudo aquilo que tem significado e importância. E eu me lembro muito bem no dia em que minha filha, ainda na alfabetização na Escolinha Arco-Íris, trouxe uma atividade escolar para casa. Nela a professora pedia que minha filha identificasse o personagem principal da historinha, descrevesse suas principais características e captasse a mensagem moral do texto.
Fiquei feliz, porque vi que a repetição continuada daquela atividade só ia dar no que deu. Na formação de uma aluna que hoje é capaz de ler um texto, captar sua mensagem, fazer um resumo com suas próprias palavras. Resumo este enriquecido com um vocabulário próprio de dar inveja a qualquer aluno da rede pública!
É lamentável que a falência institucional da educação pública neste país, faça com que presidentes, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais, vereadores, funcionários públicos do judiciário e pessoas que detém algum tipo de cargo no governo municipal, e os próprios professores da rede pública municipal, dificilmente coloquem seus filhos para estudar na rede pública onde trabalham.
O escritor que vos fala professor da rede pública, sem hesitar, também faz o mesmo! Quisera eu, ter a oportunidade de dar uma aula na rede pública a minha própria filha! Oportunidade esta, que o sistema educacional criado para não dar certo, nesta existência, jamais me dará.
A escola pública a partir das intenções espúrias do Banco Mundial e do próprio governo federal brasileiro tem a única função ─ como bem disse o assessor jurídico do atual governo municipal ─ de formar analfabetos funcionais. Este termo define com precisão o perfil do aluno da escola pública. O estado desse modo forma o exército de mão-de-obra subalterna e subempregada nas funções de babás, empregadas domésticas, caixas de supermercado, ajudantes de pedreiro, comerciários, motoristas etc. Uma quantidade mínima vai irá terminar o terceiro grau.
Em sua grande maioria tem dificuldade de leitura, interpretação e muitas vezes são incapazes de elaborarem um texto inteligível e sem erros freqüentes de ortografia e gramática. São vítimas de anos de desprezo pela educação. Os governos não valorizam o professor, não lhe dão condições de trabalho e a maioria dos gestores despreparados obtém seus cargos mais por critério político do que por formação e capacidade.
Os critérios de avaliação do Banco Mundial são quantitativos, ou seja, sabe que os dados de progressão de uma série para outra não atende a mínima qualidade de aprendizagem. Os recursos dependem da quantidade de alunos matriculados. Os alunos desde cedo aprenderam que a escola os empurra de uma série para outra mesmo sem condições nenhuma de avançar para a próxima série. Realmente, dados oficiais demonstram que apenas 3% da população em idade escolar está fora da escola. Mas aí cabe a pergunta: esta universalidade tem que ser acompanhada por prejuízos profundos na aprendizagem? A resposta é simples: não! Enquanto países como o Chile investem um terço do seu PIB (Produto Interno Produto) na educação, o Brasil não chegar a investir 15%.
Entre os atos “conspirativos” para a má qualidade de ensino estão: redução da média de 6 para 5 pontos cumulativos por unidade, a existência de 2 pontos na unidade que são qualitativos, conselhos de classe que avaliam a subserviência e a disciplina do que o interesse ou aproveitamento, dificuldade de realizar tarefas pedagógicas porque não se pode tirar xérox, uso ainda de giz, livros didáticos que nunca chegam etc. O resultado é que as gerações estudantis pós-redemocratização do país não têm prazer em aprender. O desanimador não é constatar o despreparo dos alunos para as séries que se encontram. O pior é conviver com o irreversível desinteresse do aluno da rede pública em aprender, em construir o conhecimento.
Isto entre outras coisas explica porque o ensino da rede particular de ensino é melhor e neste universo o Colégio Arco-Íris se inclui. Muitas vezes, os mesmos profissionais que trabalham nas escolas particulares são mesmos da rede pública. Isto explica que o problema educação da rede pública está nas mãos do presidente, dos deputados, dos governadores e prefeitos. Está na natureza política do estado burguês. A educação pública é falida porque o estado burguês assim o quer. Na verdade a educação pública não é falida. O seu objetivo de formar analfabetos funcionais para ocupar os postos de subempregos subalternos é muito bem executado.
Os tons, as cores e as matizes de uma educação digna se encontram no Colégio Arco-Íris e em OUTROS COLÉGIOS PARTICULARES DO MUNICÍPIO DE ESPLANADA. Neles muitos profissionais da rede pública de ensino contribuem intensamente para a melhoria da qualidade de ensino desta cidade e deste país. A aprendizagem não depende só da instituição, dos gestores e dos professores que lá trabalham, depende muito também de alunos e pais de alunos que devem e podem contribuir para qualidade da educação.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 05 de Outubro de 2009 às 21h30min.
Leia e comente este e outros textos no blog: arioiconoclasta. blogspot.com/
É consenso no meio científico que a memória é seletiva. Ela costuma guardar tudo aquilo que tem significado e importância. E eu me lembro muito bem no dia em que minha filha, ainda na alfabetização na Escolinha Arco-Íris, trouxe uma atividade escolar para casa. Nela a professora pedia que minha filha identificasse o personagem principal da historinha, descrevesse suas principais características e captasse a mensagem moral do texto.
Fiquei feliz, porque vi que a repetição continuada daquela atividade só ia dar no que deu. Na formação de uma aluna que hoje é capaz de ler um texto, captar sua mensagem, fazer um resumo com suas próprias palavras. Resumo este enriquecido com um vocabulário próprio de dar inveja a qualquer aluno da rede pública!
É lamentável que a falência institucional da educação pública neste país, faça com que presidentes, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais, vereadores, funcionários públicos do judiciário e pessoas que detém algum tipo de cargo no governo municipal, e os próprios professores da rede pública municipal, dificilmente coloquem seus filhos para estudar na rede pública onde trabalham.
O escritor que vos fala professor da rede pública, sem hesitar, também faz o mesmo! Quisera eu, ter a oportunidade de dar uma aula na rede pública a minha própria filha! Oportunidade esta, que o sistema educacional criado para não dar certo, nesta existência, jamais me dará.
A escola pública a partir das intenções espúrias do Banco Mundial e do próprio governo federal brasileiro tem a única função ─ como bem disse o assessor jurídico do atual governo municipal ─ de formar analfabetos funcionais. Este termo define com precisão o perfil do aluno da escola pública. O estado desse modo forma o exército de mão-de-obra subalterna e subempregada nas funções de babás, empregadas domésticas, caixas de supermercado, ajudantes de pedreiro, comerciários, motoristas etc. Uma quantidade mínima vai irá terminar o terceiro grau.
Em sua grande maioria tem dificuldade de leitura, interpretação e muitas vezes são incapazes de elaborarem um texto inteligível e sem erros freqüentes de ortografia e gramática. São vítimas de anos de desprezo pela educação. Os governos não valorizam o professor, não lhe dão condições de trabalho e a maioria dos gestores despreparados obtém seus cargos mais por critério político do que por formação e capacidade.
Os critérios de avaliação do Banco Mundial são quantitativos, ou seja, sabe que os dados de progressão de uma série para outra não atende a mínima qualidade de aprendizagem. Os recursos dependem da quantidade de alunos matriculados. Os alunos desde cedo aprenderam que a escola os empurra de uma série para outra mesmo sem condições nenhuma de avançar para a próxima série. Realmente, dados oficiais demonstram que apenas 3% da população em idade escolar está fora da escola. Mas aí cabe a pergunta: esta universalidade tem que ser acompanhada por prejuízos profundos na aprendizagem? A resposta é simples: não! Enquanto países como o Chile investem um terço do seu PIB (Produto Interno Produto) na educação, o Brasil não chegar a investir 15%.
Entre os atos “conspirativos” para a má qualidade de ensino estão: redução da média de 6 para 5 pontos cumulativos por unidade, a existência de 2 pontos na unidade que são qualitativos, conselhos de classe que avaliam a subserviência e a disciplina do que o interesse ou aproveitamento, dificuldade de realizar tarefas pedagógicas porque não se pode tirar xérox, uso ainda de giz, livros didáticos que nunca chegam etc. O resultado é que as gerações estudantis pós-redemocratização do país não têm prazer em aprender. O desanimador não é constatar o despreparo dos alunos para as séries que se encontram. O pior é conviver com o irreversível desinteresse do aluno da rede pública em aprender, em construir o conhecimento.
Isto entre outras coisas explica porque o ensino da rede particular de ensino é melhor e neste universo o Colégio Arco-Íris se inclui. Muitas vezes, os mesmos profissionais que trabalham nas escolas particulares são mesmos da rede pública. Isto explica que o problema educação da rede pública está nas mãos do presidente, dos deputados, dos governadores e prefeitos. Está na natureza política do estado burguês. A educação pública é falida porque o estado burguês assim o quer. Na verdade a educação pública não é falida. O seu objetivo de formar analfabetos funcionais para ocupar os postos de subempregos subalternos é muito bem executado.
Os tons, as cores e as matizes de uma educação digna se encontram no Colégio Arco-Íris e em OUTROS COLÉGIOS PARTICULARES DO MUNICÍPIO DE ESPLANADA. Neles muitos profissionais da rede pública de ensino contribuem intensamente para a melhoria da qualidade de ensino desta cidade e deste país. A aprendizagem não depende só da instituição, dos gestores e dos professores que lá trabalham, depende muito também de alunos e pais de alunos que devem e podem contribuir para qualidade da educação.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 05 de Outubro de 2009 às 21h30min.
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A EMBASA E O DESPERDÍCIO-NOSSO DE CADA DIA
Já há alguns bons anos, o neoliberalismo do nosso tempo, decidiu que alguns serviços públicos deveriam ser terceirizados, ou seja, entregues a iniciativa privada com o objetivo de prestar um serviço público eficiente e de qualidade.
Não é o que tem acontecido com a EMBASA em Esplanada. Há vários verões e com raríssimas exceções, temos sofrido com a falta de água. Dizem que roubam e sabotam as bombas. Não avisam com antecedência a possível falta de água. Mas, não hesitam a cobrar até pelo vento que implacáveis medidores computam para a gente pagar.
Tudo isso é tolerável. Mas o que está acontecendo desde que a Caixa de Água foi construída é simplesmente inadmissível. Quase todos os dias um grosso filete de água cai da Caixa, da altura de uns 40 metros a dois metros do escritório da EMBASA, criando um charco de água, onde crianças e os boêmios de plantão vão curar sua ressaca nas manhãs frias desse inverno.
Afinal, não é todo dia que temos uma pequena cachoeira de água tratada, coletada in natura, transportada e depois distribuída à população e que banha de forma poética e lúdica as crianças da rua, e alimenta a poluída Bica com água limpa.
Pasmem! Caros (e)leitores, existem relatos de moradores com cerca de 40 anos que dizem que já tomou banho nessa cachoeira artificial ofertada a população às nossas custas.
Assim, da mesma forma alienante que começamos a achar natural esse desperdício cotidiano da EMBASA, também aprendemos a conviver pacificamente com a produção desse mundo cheio de desigualdades. Alguns governantes mentirosos dizem que existem razões reais e não mentirosas para tenhamos em nossa sociedade, a convivência natural do doutor e do analfabeto, do rico e do pobre, quem tem poder político e quem obedece. l
Não faz sentido uma empresa que busca o lucro ter ser produto, no caso a água, desperdiçado e pagar por este desperdício. Mas sabendo que quem paga a conta é a população, ela está pouco se lixando. Porque se esse desperdício causasse prejuízo no faturamento da EMBASA, ela já tinha resolvido o problema, faz tempo.
Enquanto isso, a população assiste passiva a esse desperdício institucionalizado. Cidadãos esplanadenses que se queixam nos papos do dia-a-dia, não se dirigirem ao Ministério Público, (é o que se diz), a Câmera de vereadores ou até mesmo a Embasa, para que ela tome providências e que resolva esse problema.
O cumprimento daquilo que reza a Constituição só depende da aplicação da nossa cidadania. Temos que saber que o estado não é uma entidade distante. O governo somos nós. Em nossas vidas o governo é praticamente onipresente. Se nós não o provocarmos para reivindicar nossos direitos nada vai acontecer. Caros (e)leitores, não esperem boa vontade de certos governantes.
Viver de favores de políticos que usam nosso dinheiro para nos controlar, ser tolerante com órgãos públicos e privados que nos desrespeitam, é o que torna nosso país um palco de pessoas despolitizadas, subservientes e com dificuldades de lutar por seus direitos.
O que os esplanadenses exigem, é que a EMBASA não mais espere para que esse desperdício que acontece a dois metros do seu escritório e que lança a lama sobre sua parede, acabe, por finalmente, ter FIM.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 29 de junho de 2010, às 08hs16min.
Não é o que tem acontecido com a EMBASA em Esplanada. Há vários verões e com raríssimas exceções, temos sofrido com a falta de água. Dizem que roubam e sabotam as bombas. Não avisam com antecedência a possível falta de água. Mas, não hesitam a cobrar até pelo vento que implacáveis medidores computam para a gente pagar.
Tudo isso é tolerável. Mas o que está acontecendo desde que a Caixa de Água foi construída é simplesmente inadmissível. Quase todos os dias um grosso filete de água cai da Caixa, da altura de uns 40 metros a dois metros do escritório da EMBASA, criando um charco de água, onde crianças e os boêmios de plantão vão curar sua ressaca nas manhãs frias desse inverno.
Afinal, não é todo dia que temos uma pequena cachoeira de água tratada, coletada in natura, transportada e depois distribuída à população e que banha de forma poética e lúdica as crianças da rua, e alimenta a poluída Bica com água limpa.
Pasmem! Caros (e)leitores, existem relatos de moradores com cerca de 40 anos que dizem que já tomou banho nessa cachoeira artificial ofertada a população às nossas custas.
Assim, da mesma forma alienante que começamos a achar natural esse desperdício cotidiano da EMBASA, também aprendemos a conviver pacificamente com a produção desse mundo cheio de desigualdades. Alguns governantes mentirosos dizem que existem razões reais e não mentirosas para tenhamos em nossa sociedade, a convivência natural do doutor e do analfabeto, do rico e do pobre, quem tem poder político e quem obedece. l
Não faz sentido uma empresa que busca o lucro ter ser produto, no caso a água, desperdiçado e pagar por este desperdício. Mas sabendo que quem paga a conta é a população, ela está pouco se lixando. Porque se esse desperdício causasse prejuízo no faturamento da EMBASA, ela já tinha resolvido o problema, faz tempo.
Enquanto isso, a população assiste passiva a esse desperdício institucionalizado. Cidadãos esplanadenses que se queixam nos papos do dia-a-dia, não se dirigirem ao Ministério Público, (é o que se diz), a Câmera de vereadores ou até mesmo a Embasa, para que ela tome providências e que resolva esse problema.
O cumprimento daquilo que reza a Constituição só depende da aplicação da nossa cidadania. Temos que saber que o estado não é uma entidade distante. O governo somos nós. Em nossas vidas o governo é praticamente onipresente. Se nós não o provocarmos para reivindicar nossos direitos nada vai acontecer. Caros (e)leitores, não esperem boa vontade de certos governantes.
Viver de favores de políticos que usam nosso dinheiro para nos controlar, ser tolerante com órgãos públicos e privados que nos desrespeitam, é o que torna nosso país um palco de pessoas despolitizadas, subservientes e com dificuldades de lutar por seus direitos.
O que os esplanadenses exigem, é que a EMBASA não mais espere para que esse desperdício que acontece a dois metros do seu escritório e que lança a lama sobre sua parede, acabe, por finalmente, ter FIM.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 29 de junho de 2010, às 08hs16min.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
A GREVE CONTINUA, COMPANHEIROS!
A GREVE CONTINUA, COMPANHEIROS!
Professores, guardas-municipais, agentes de serviços, funcionários da saúde e administrativos estão tendo em suas mãos a oportunidade de fazerem uma opção ideológica entre terem a consciência de classe, de que são trabalhadores, ou pessoas sem coragem e sem ideologia que fazem a opção de aderirem ao governo como cordeirinhos medrosos tocados pelo Mau-Pastor, o governo municipal. Porque o BOM-PASTOR, CUIDA DAS SUAS OVELHAS. As ovelhas do governo são seus aliados políticos, familiares e aqueles que os seguem não porque o admirem, mas porque acham que não tem outra opção. Mas se ousarem levantar a vista verão, que não bastar negar o passado e sim afirmar um novo presente. O presente de trabalhadores unidos e conscientes do seu papel histórico na melhoria das relações sociais e humanas. A maioria dos governos está condenada a serem forças de conservação, da exploração e do engano do povo. O atual governo não foge a esta regra.
Os trabalhadores têm que ter a noção de que o que está em jogo não é o adicional noturno ganhos através da luta sindical, não é o argumento falso de que a prefeitura está falida ou o reajuste da inflação dos últimos doze meses; o que está em jogo é a democracia, o sindicalismo local, a auto-estima dos servidores e a maneira desrespeitosa, manipuladora e autoritária com que este governo vai conduzir sua gestão até seu final.
Se nós formos derrotados, se nós covardemente furarmos está greve, estaremos dando força ao um governo que se recusa a perceber que a dita crise, não impediu que cargos de confiança e comissionados para familiares do governo anterior e do atual, cargos de confiança e comissionados para parentes e aderentes dos partidos que em coalizão ganharam as últimas eleições, fossem dados, de forma farta e irresponsável para manter a estrutura de poder e de conchavos do grupo político que tem nos sacaneado há nove anos.
Agora, este grupo, deslumbrado por vitórias eleitoreiras consecutivas, está mostrando sua real face. A face de quem não hesita em prejudicar o trabalhador e subestimar o sindicalismo, porque acredita que não somos capazes de lutar.
Na hora de atrair nossos votos são tão gentis, religiosos, moralistas e éticos, andam de joelhos, montam em jegue para imitar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, listam os pedidos e as súplicas dos moradores dos bairros, prometem consertar o mau uso do dinheiro público, o nepotismo, a concentração de renda, dizem-se democráticos. Depois que ganham o poder fazem justamente o contrário. Costumam se vender como diferentes do seu principal adversário político, e, no entanto, usam os mesmos métodos e com até, mais eficiência para fazer do governo municipal uma sucursal do desmando e da incompetência administrativa.
Quem disse que ter cargo de confiança ou comissionado torna uma pessoa acrítica e subserviente. Os cargos de confiança não devem nos fazer esquecer de que na essência somos trabalhadores! Sem as pessoas que o apóiam nenhum governo é nada. Os professores que acham que a greve deve terminar não deve se dirigir de maneira servil ao governo e sim, ao palco da Assembléia Soberana e Democrática dos Trabalhadores filiados ou não ao SINDSERME e defender sua tese e acatar a decisão da maioria. Quem decide nos bastidores é o governo e não o trabalhador!
Um grupo político que em quase todas as segundas-feiras durante as sessões na câmara a oposição usa a expressão: “Ali-Babá, e os quarenta ladrões” para a ele se referir e depois se segue um silencio constrangedor por aqueles que deveriam se defender, e não o fazem, porque que cala consente, não tem condição fazer a gente se acovardar.
Portanto, Trabalhadores de Esplanada UNI-VOS! Vamos nos UNIR, porque UNIDOS, somo FORTES. Não vamos deixar que as migalhas e manipulações deste governo nos dividam. Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 27 de outubro de 2009 às 00h06min (Leia e comente outros textos no Blog: arioiconoclasta.blogspot.com/
Professores, guardas-municipais, agentes de serviços, funcionários da saúde e administrativos estão tendo em suas mãos a oportunidade de fazerem uma opção ideológica entre terem a consciência de classe, de que são trabalhadores, ou pessoas sem coragem e sem ideologia que fazem a opção de aderirem ao governo como cordeirinhos medrosos tocados pelo Mau-Pastor, o governo municipal. Porque o BOM-PASTOR, CUIDA DAS SUAS OVELHAS. As ovelhas do governo são seus aliados políticos, familiares e aqueles que os seguem não porque o admirem, mas porque acham que não tem outra opção. Mas se ousarem levantar a vista verão, que não bastar negar o passado e sim afirmar um novo presente. O presente de trabalhadores unidos e conscientes do seu papel histórico na melhoria das relações sociais e humanas. A maioria dos governos está condenada a serem forças de conservação, da exploração e do engano do povo. O atual governo não foge a esta regra.
Os trabalhadores têm que ter a noção de que o que está em jogo não é o adicional noturno ganhos através da luta sindical, não é o argumento falso de que a prefeitura está falida ou o reajuste da inflação dos últimos doze meses; o que está em jogo é a democracia, o sindicalismo local, a auto-estima dos servidores e a maneira desrespeitosa, manipuladora e autoritária com que este governo vai conduzir sua gestão até seu final.
Se nós formos derrotados, se nós covardemente furarmos está greve, estaremos dando força ao um governo que se recusa a perceber que a dita crise, não impediu que cargos de confiança e comissionados para familiares do governo anterior e do atual, cargos de confiança e comissionados para parentes e aderentes dos partidos que em coalizão ganharam as últimas eleições, fossem dados, de forma farta e irresponsável para manter a estrutura de poder e de conchavos do grupo político que tem nos sacaneado há nove anos.
Agora, este grupo, deslumbrado por vitórias eleitoreiras consecutivas, está mostrando sua real face. A face de quem não hesita em prejudicar o trabalhador e subestimar o sindicalismo, porque acredita que não somos capazes de lutar.
Na hora de atrair nossos votos são tão gentis, religiosos, moralistas e éticos, andam de joelhos, montam em jegue para imitar a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, listam os pedidos e as súplicas dos moradores dos bairros, prometem consertar o mau uso do dinheiro público, o nepotismo, a concentração de renda, dizem-se democráticos. Depois que ganham o poder fazem justamente o contrário. Costumam se vender como diferentes do seu principal adversário político, e, no entanto, usam os mesmos métodos e com até, mais eficiência para fazer do governo municipal uma sucursal do desmando e da incompetência administrativa.
Quem disse que ter cargo de confiança ou comissionado torna uma pessoa acrítica e subserviente. Os cargos de confiança não devem nos fazer esquecer de que na essência somos trabalhadores! Sem as pessoas que o apóiam nenhum governo é nada. Os professores que acham que a greve deve terminar não deve se dirigir de maneira servil ao governo e sim, ao palco da Assembléia Soberana e Democrática dos Trabalhadores filiados ou não ao SINDSERME e defender sua tese e acatar a decisão da maioria. Quem decide nos bastidores é o governo e não o trabalhador!
Um grupo político que em quase todas as segundas-feiras durante as sessões na câmara a oposição usa a expressão: “Ali-Babá, e os quarenta ladrões” para a ele se referir e depois se segue um silencio constrangedor por aqueles que deveriam se defender, e não o fazem, porque que cala consente, não tem condição fazer a gente se acovardar.
Portanto, Trabalhadores de Esplanada UNI-VOS! Vamos nos UNIR, porque UNIDOS, somo FORTES. Não vamos deixar que as migalhas e manipulações deste governo nos dividam. Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 27 de outubro de 2009 às 00h06min (Leia e comente outros textos no Blog: arioiconoclasta.blogspot.com/
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
O QUE DEUS DEU O DIABO NÃO TOMA
Dois pensamentos políticos têm se enfrentado nos últimos 20 anos em Esplanada. Os dois representantes praticamente começaram juntos sua vida pública.
Um de formação universitária, representante do pensamento laico, com grande desejo de concentração de patrimônio, incapaz até então de formar um grupo dominante, tendo sua própria família como base, por leitura errada do eleitorado local, achando que apenas o mero assistencialismo para as classes desfavorecidas o manteria no poder.
O outro de origem humilde, representante do pensamento religioso, com grande desejo de afirmação social e econômica, jamais freqüentou a “academia”, mas com grande esperteza percebeu que manutenção no poder de um, grupo dominante passaria principalmente, pelo atendimento dos interesses dos setores médios da população, da classe comercial e dos “senhores da terra”, os quais, com relativo poder de consumo dependem da prefeitura local para geração de renda.
O primeiro sem dar assistência a seus fiéis eleitores e sem encontrar meios de fazer crescer sua força eleitoral, continuou por oito anos seguidos a fazer visitas temporárias a cada dois anos, ora para eleições legislativas, ora para a eleição do executivo local, insinuando assim, um comportamento descompromissado com os eleitores locais.
O segundo, além de desenvolver um projeto político-eleitoral para longo prazo, baseado no profissionalismo e no marketing, possuía o toque religioso que o legitimava politicamente. Estimulou com conveniência, o velho e bom maniqueísmo, a mitológica e eterna luta entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. Assim, o resumo do pensamento eleitoral, a seguir relatado, se espalhou pela população.
Uma eleitora no dia da eleição passando numa rua e questionada a respeito do seu voto, sem pensar disse: - “O que Deus deu o diabo não toma!”. Ora caro leitor: Quem é o diabo? O que Deus deu? E a quem? A resposta é clara.
Não sabendo a “pobre” eleitora que nem Um é divino nem o Outro é diabólico. Ambos são apenas humanos. Não é Deus que dá poder as pessoas e sim o povo (ela mesma) através do seu voto. Mas convenientemente ou enganadamente, deu ao seu voto um ar de providência divina.
A idéia do apóstolo Paulo de que todo o poder vem de Deus, é questionável. (ou será que discordar do apostolo Paulo é heresia?) Existem heresias sendo praticadas e as pessoas não estão percebendo ou fazendo “vista grossa”. Jesus quando tentado o que a ele foi dito? “Tudo isso te darei, se prostrado me adorares!”. Referia-se o tentador a que tipo de poder? O político. Como explicar então a ambição pelo poder temporal do setor religioso da população?
O poder político vem da imposição das idéias, da visão de mundo daqueles que nos dominam. Tem origem na família, na escola, no ambiente de trabalho, etc., da leitura que temos do mundo, das propostas de condução da coisa pública, portando, é totalmente mundano e humano.
O poder de Deus é espiritual – que só se apresenta ao verdadeiro crente capaz de se despir de todos os “poderes” que cultiva. O poder político é fruto do ego, da vaidade, da necessidade de justificar a exploração e o domínio do homem sobre o homem. E nada há de divino nisso!
Desse modo, usando o pensamento religioso cristão, criou sua base ideológica, culminando com a construção de uma estátua do Cristo (monumental, para nossos padrões locais), alicerçando-se como referência de político de origem religiosa e com apelos humanistas.
Coerente com este pensamento, alçou a vida pública seu sucessor que atendia duplamente aos seus interesses: o executivo local continuaria com a costumeira aura de catolicismo, além de ser alguém, de profunda confiança que pertencia convenientemente ao seu universo familiar. Deixou assim, os políticos “prefeituráveis” que buscavam seu apoio para sua sucessão, literalmente “a ver navios”.
Estamos todos nós aqui eleitores, na expectativa que o exercício do poder executivo e legislativo locais, traga ares de modernidade e respeito as reais necessidades de uma população carente de serviços públicos de qualidade e da realização do potencial que nossa cidade tem de ser tornar uma verdadeira capital regional.
PROFESSOR ARI
Um de formação universitária, representante do pensamento laico, com grande desejo de concentração de patrimônio, incapaz até então de formar um grupo dominante, tendo sua própria família como base, por leitura errada do eleitorado local, achando que apenas o mero assistencialismo para as classes desfavorecidas o manteria no poder.
O outro de origem humilde, representante do pensamento religioso, com grande desejo de afirmação social e econômica, jamais freqüentou a “academia”, mas com grande esperteza percebeu que manutenção no poder de um, grupo dominante passaria principalmente, pelo atendimento dos interesses dos setores médios da população, da classe comercial e dos “senhores da terra”, os quais, com relativo poder de consumo dependem da prefeitura local para geração de renda.
O primeiro sem dar assistência a seus fiéis eleitores e sem encontrar meios de fazer crescer sua força eleitoral, continuou por oito anos seguidos a fazer visitas temporárias a cada dois anos, ora para eleições legislativas, ora para a eleição do executivo local, insinuando assim, um comportamento descompromissado com os eleitores locais.
O segundo, além de desenvolver um projeto político-eleitoral para longo prazo, baseado no profissionalismo e no marketing, possuía o toque religioso que o legitimava politicamente. Estimulou com conveniência, o velho e bom maniqueísmo, a mitológica e eterna luta entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. Assim, o resumo do pensamento eleitoral, a seguir relatado, se espalhou pela população.
Uma eleitora no dia da eleição passando numa rua e questionada a respeito do seu voto, sem pensar disse: - “O que Deus deu o diabo não toma!”. Ora caro leitor: Quem é o diabo? O que Deus deu? E a quem? A resposta é clara.
Não sabendo a “pobre” eleitora que nem Um é divino nem o Outro é diabólico. Ambos são apenas humanos. Não é Deus que dá poder as pessoas e sim o povo (ela mesma) através do seu voto. Mas convenientemente ou enganadamente, deu ao seu voto um ar de providência divina.
A idéia do apóstolo Paulo de que todo o poder vem de Deus, é questionável. (ou será que discordar do apostolo Paulo é heresia?) Existem heresias sendo praticadas e as pessoas não estão percebendo ou fazendo “vista grossa”. Jesus quando tentado o que a ele foi dito? “Tudo isso te darei, se prostrado me adorares!”. Referia-se o tentador a que tipo de poder? O político. Como explicar então a ambição pelo poder temporal do setor religioso da população?
O poder político vem da imposição das idéias, da visão de mundo daqueles que nos dominam. Tem origem na família, na escola, no ambiente de trabalho, etc., da leitura que temos do mundo, das propostas de condução da coisa pública, portando, é totalmente mundano e humano.
O poder de Deus é espiritual – que só se apresenta ao verdadeiro crente capaz de se despir de todos os “poderes” que cultiva. O poder político é fruto do ego, da vaidade, da necessidade de justificar a exploração e o domínio do homem sobre o homem. E nada há de divino nisso!
Desse modo, usando o pensamento religioso cristão, criou sua base ideológica, culminando com a construção de uma estátua do Cristo (monumental, para nossos padrões locais), alicerçando-se como referência de político de origem religiosa e com apelos humanistas.
Coerente com este pensamento, alçou a vida pública seu sucessor que atendia duplamente aos seus interesses: o executivo local continuaria com a costumeira aura de catolicismo, além de ser alguém, de profunda confiança que pertencia convenientemente ao seu universo familiar. Deixou assim, os políticos “prefeituráveis” que buscavam seu apoio para sua sucessão, literalmente “a ver navios”.
Estamos todos nós aqui eleitores, na expectativa que o exercício do poder executivo e legislativo locais, traga ares de modernidade e respeito as reais necessidades de uma população carente de serviços públicos de qualidade e da realização do potencial que nossa cidade tem de ser tornar uma verdadeira capital regional.
PROFESSOR ARI
O PÚBLICO E O PRIVADO
A democracia e uma forma de convivência entre as pessoas, onde determinado grupo, através de votos e impostos, administra a “coisa” pública.
Com o fim do absolutismo e a imposição da democracia burguesa, se estabeleceu a proposta constitucionalista. Não mais o rei vai administrar, julgar e legislar. Um governo eleito pelo povo será responsável pelo executivo, um corpo de juízes executará a lei e uma câmara fará a legislação em todos os níveis do poder.
É neste momento que o cidadão que elegeu seu representante através do sufrágio universal, ou seja, todo cidadão independente de cor, religião, renda, classe social ou ideologia etc., terá o sacro santo direito de eleger seu candidato para representá-lo na administração do estado, que é sustentado com os recursos vindos dos impostos descontados da renda dos cidadãos. (Leia-se empresários e trabalhadores).
Portanto, qualquer cidadão dentro do regime democrático pode livremente emitir sua opinião, elogiando quando acertar e criticando quando errar, aqueles que foram eleitos para administrar o que é público.
Quando o indivíduo se coloca como representante do que é público, tem que estar preparado para não transformar críticas e/ou elogios que recebe como algo pessoal. Quando um cidadão critica seus representantes não está criticando a pessoa, o indivíduo, o ser humano, sua subjetividade inviolável. Sua vida pessoa, orientação sexual, ou qualquer coisa da sua vida privada, deve ser deixada de lado, deste que não atinja o que público e que não conspire contra os direitos do povo. O cidadão tem o direito constitucional de manifestar sua opinião a favor ou contra, a qualquer um, que detenha em suas mãos, os votos e os impostos do povo.
As críticas feitas de forma respeitosa e democrática devem ser bem vindas para qualquer governante. Muito mais perigoso para um governante é o galanteio, o elogio falso, daqueles que só querem receber os favores de quem administra a “coisa” pública. Aquele tem a vocação, por ignorância ou opção, de aderir acriticamente a quem o governa, pode desvirtuar qualquer governante. Dão a quem governa uma ilusão de consenso e harmonia entre o povo e o governante, que é totalmente mentirosa e enganosa.
Revanchismos gratuitos e perseguições imbecis e autoritárias, já não cabem no mundo de hoje. Assim como o povo deve respeitar as leis da Constituição burguesa, também, quem foi eleito para administrar o estado deve respeitar qualquer cidadão que manifesta livremente o soberano e livre direito de livre expressão, dentro da regra do jogo democrático burguês. Quem não for capaz de respeitar a Constituição, não se coloque jamais na condição de representante daquilo que pertence ao povo, que transfere para a entidade chamada estado, seus votos e seus impostos.
Um estadista sábio ouve as críticas que lhe são feitas. Elas podem servir de timão, de direção, até mesmo para o próprio governante que quer se perpetuar no poder que tanto ama. Dizem por aí que: “Eu amo Esplanada!”.
Este grupo político dominante atualmente em Esplanada, começar agora a completar, através do Sr. Diolando, um ciclo de doze anos, está incorrendo num erro comum daquele que têm sucesso naquilo que se propõe fazer. Afinal, vencer uma eleição, no princípio sem nenhum recurso, ganhar o secundo mandado consecutivo, e ainda fazer um sucessor que não tinha nenhuma trajetória política, é uma obra eleitoreira grandiosa. Porém, o orgulho, a jactância, a vaidade e a subestimação dos adversários políticos, pode se tornar um erro difícil de consertar, e o projeto de domínio político de Esplanada poderá cair por água abaixo.
Um consenso democrático se constrói com efetiva divisão social da renda, para as classes mais carentes, para a classe média rural e urbana, que junto com os trabalhadores, são os que dinamizam a economia. Manipular pagamento de fornecedores, oferecer cestas básicas através dos meios de comunicação, dizer que com ações medíocres está ajudando a acabar com a fome dos “pequeninos”, poderá não servir para criar o consenso necessário para a manutenção deste grupo no poder de Esplanada.
Um grupo que manipula até mesmo seus eleitores que têm mais renda e são mais esclarecidos politicamente, pode estar esgotando este modelo perverso de administração. Apesar de levemente superior, ao seu principalmente adversário eleitoral, este grupo possui defeitos estruturais gravíssimos que a sociedade civil esplanadense pode não mais aturar e propor tranquilamente o descarte do poder deste grupo e propor algo totalmente novo!
Parafraseando uma música de campanha filantrópica da década de 80 que a rede “BOBO” tanto tocou: “DEPENDE DE NÓS!”
Professor Ari, o Iconoclasta (enviar comentários democraticamente a favor ou contra para o Orkut e Email: arivaldodesouzadanta101@gmail.com)
A democracia e uma forma de convivência entre as pessoas, onde determinado grupo, através de votos e impostos, administra a “coisa” pública.
Com o fim do absolutismo e a imposição da democracia burguesa, se estabeleceu a proposta constitucionalista. Não mais o rei vai administrar, julgar e legislar. Um governo eleito pelo povo será responsável pelo executivo, um corpo de juízes executará a lei e uma câmara fará a legislação em todos os níveis do poder.
É neste momento que o cidadão que elegeu seu representante através do sufrágio universal, ou seja, todo cidadão independente de cor, religião, renda, classe social ou ideologia etc., terá o sacro santo direito de eleger seu candidato para representá-lo na administração do estado, que é sustentado com os recursos vindos dos impostos descontados da renda dos cidadãos. (Leia-se empresários e trabalhadores).
Portanto, qualquer cidadão dentro do regime democrático pode livremente emitir sua opinião, elogiando quando acertar e criticando quando errar, aqueles que foram eleitos para administrar o que é público.
Quando o indivíduo se coloca como representante do que é público, tem que estar preparado para não transformar críticas e/ou elogios que recebe como algo pessoal. Quando um cidadão critica seus representantes não está criticando a pessoa, o indivíduo, o ser humano, sua subjetividade inviolável. Sua vida pessoa, orientação sexual, ou qualquer coisa da sua vida privada, deve ser deixada de lado, deste que não atinja o que público e que não conspire contra os direitos do povo. O cidadão tem o direito constitucional de manifestar sua opinião a favor ou contra, a qualquer um, que detenha em suas mãos, os votos e os impostos do povo.
As críticas feitas de forma respeitosa e democrática devem ser bem vindas para qualquer governante. Muito mais perigoso para um governante é o galanteio, o elogio falso, daqueles que só querem receber os favores de quem administra a “coisa” pública. Aquele tem a vocação, por ignorância ou opção, de aderir acriticamente a quem o governa, pode desvirtuar qualquer governante. Dão a quem governa uma ilusão de consenso e harmonia entre o povo e o governante, que é totalmente mentirosa e enganosa.
Revanchismos gratuitos e perseguições imbecis e autoritárias, já não cabem no mundo de hoje. Assim como o povo deve respeitar as leis da Constituição burguesa, também, quem foi eleito para administrar o estado deve respeitar qualquer cidadão que manifesta livremente o soberano e livre direito de livre expressão, dentro da regra do jogo democrático burguês. Quem não for capaz de respeitar a Constituição, não se coloque jamais na condição de representante daquilo que pertence ao povo, que transfere para a entidade chamada estado, seus votos e seus impostos.
Um estadista sábio ouve as críticas que lhe são feitas. Elas podem servir de timão, de direção, até mesmo para o próprio governante que quer se perpetuar no poder que tanto ama. Dizem por aí que: “Eu amo Esplanada!”.
Este grupo político dominante atualmente em Esplanada, começar agora a completar, através do Sr. Diolando, um ciclo de doze anos, está incorrendo num erro comum daquele que têm sucesso naquilo que se propõe fazer. Afinal, vencer uma eleição, no princípio sem nenhum recurso, ganhar o secundo mandado consecutivo, e ainda fazer um sucessor que não tinha nenhuma trajetória política, é uma obra eleitoreira grandiosa. Porém, o orgulho, a jactância, a vaidade e a subestimação dos adversários políticos, pode se tornar um erro difícil de consertar, e o projeto de domínio político de Esplanada poderá cair por água abaixo.
Um consenso democrático se constrói com efetiva divisão social da renda, para as classes mais carentes, para a classe média rural e urbana, que junto com os trabalhadores, são os que dinamizam a economia. Manipular pagamento de fornecedores, oferecer cestas básicas através dos meios de comunicação, dizer que com ações medíocres está ajudando a acabar com a fome dos “pequeninos”, poderá não servir para criar o consenso necessário para a manutenção deste grupo no poder de Esplanada.
Um grupo que manipula até mesmo seus eleitores que têm mais renda e são mais esclarecidos politicamente, pode estar esgotando este modelo perverso de administração. Apesar de levemente superior, ao seu principalmente adversário eleitoral, este grupo possui defeitos estruturais gravíssimos que a sociedade civil esplanadense pode não mais aturar e propor tranquilamente o descarte do poder deste grupo e propor algo totalmente novo!
Parafraseando uma música de campanha filantrópica da década de 80 que a rede “BOBO” tanto tocou: “DEPENDE DE NÓS!”
Professor Ari, o Iconoclasta (enviar comentários democraticamente a favor ou contra para o Orkut e Email: arivaldodesouzadanta101@gmail.com)
O MAU USO DO MEU VOTO
A sociedade brasileira deu um salto qualitativo com o fim da ditadura militar. A instauração da jovem e imatura democracia burguesa brasileira foi uma vitória significativa a caminho de um Brasil mais justo. Porém, a democracia burguesa brasileira é imperfeita e imatura em vários aspectos.
Hoje desfrutamos de total liberdade de expressão política. A democracia política é um fato. Porém, no aspecto econômico a tirania continua. As riquezas produzidas no país são apropriadas por uma minoria. Depois de praticamente de dois mandados consecutivos do Partido dos Trabalhadores no governo federal, ouvimos a frase terrível do atual presidente Lula em que diz que o capital financeiro e industrial nunca teve tanto lucro como na sua gestão. Isto demonstra o modelo neoliberal e concentrador de renda que o PT reproduziu inspirado na obediência cega ao Plano Real instaurado pelo PSDB há mais de 10 anos.
Devido a questão cultural que permite a continuidade do ranço autoritário e o modelo legislativo que concentra muito poderes no executivo, tivemos um incidente local, que demonstra que o grupo dominante político que agora culmina da gestão do Sr. Diolando, prestou um desserviço a democracia e precisa repensar a sua atuação para não ficar parecido com o estilo do seu principal adversário que foi derrotado várias vezes em campanhas eleitorais.
A forma vertical, autoritária, antiética e anti-profissional com que o diretor do Colégio Antonio Carlos Magalhães foi exonerado, contradiz o discurso oficial de real preocupação com os baixos índices de aproveitamento do IDEB (índice de desenvolvimento da educação básica) do município, em especial do ACM, cujo aproveitamento individual foi o pior de toda rede de ensino.
Sem prévio aviso nem ao profissional concursado e nem tampouco a comunidade escolar do ACM, o prefeito surpreendeu a todos com o decreto que o exonerava.
Os professores, alunos e funcionários do ACM, não querem saber dos bastidores dos acordos político-eleitoral do grupo do prefeito com o PT que resultaram que resultaram na colocação de um dos seus filiados na direção do ACM. É uma prerrogativa que o jogo político permite ao poder executivo. O problema, é que a forma correta e cavalheiresca, seria com o prévio aviso de que o cargo devia ser entregue de volta e fazer uma transição com o próprio ex-diretor apresentando a comunidade escolar o novo dono do cargo e também o colocando a par dos trabalhos administrativos próprios desta função.
Esta forma desastrosa e desrespeitosa de conduzir a transição da diretoria do colégio causou transtorno aos alunos, chegando alguns a derrubar cadeiras nas salas de aula surpreendidos, por encontrarem o colégio acéfalo. Os professores também atônitos e surpresos resolveram elaborar uma carta − divulgada na rádio local pelos mesmos − de repúdio ao gesto do prefeito, que desta forma impôs a interrupção dos trabalhos letivos e burocráticos fazendo com que alunos do turno matutino fossem até a frente da prefeitura fazer uma manifestação.
O que causa preocupação é quando um governante e um grupo que professam como cidadãos o cristianismo e pregam a democracia, tratam assim a alguém que faz parte do seu próprio universo. Imagine de que forma podem tratar o povo.
Os detentores de cargo na atual gestão devem estar atentos. Como disse Jesus em relação aos apóstolos que dormiam: “Vigiai e Orai!”. Isto quer dizer, que qualquer um e em qualquer momento pode ser surpreendido com gesto como este da atual administração.
Os cidadãos de Esplanada estão a atentos e vão lutar para HUMANIZAR − como disse um candidato derrotado nas últimas eleições − as relações entre o poder executivo, judiciário e legislativo com o povo, que com seus impostos e votos elegeram seus representantes no estado dos ricos na esfera municipal, estadual e federal.
PROFESSOR ARI, O Iconoclasta (Esplanada, 21 de Agosto de 2009, às 20:14 horas)
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