quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

PORQUE SOU UM APÓSTOLO DA TERCEIRA VIA

Acredito que as condições mentais, a visão de mundo e ideológica do eleitor esplanadense já amadureceram para fazerem uma opção de uma terceira via de gestão, que supere estes dois nomes que nos impuserem uma armadilha ideológica que tanto mal fazem a nossa cidade.
O esgotamento do projeto do atual grupo no poder é evidente. Só são capazes de defender a sua manutenção aqueles que defendem seus próprios interesses e não os interesses da sociedade esplanadense como um todo.
Como defender a manutenção de um grupo político que durante anos no poder e com muitos recursos nas mãos foi incapaz de gerar um único emprego no setor privado, enquanto a prosperidade de alguns poucos é evidente?
Como defender a manutenção de um grupo político que se esmerou em fazer obras caras, inacabadas e faraônicas e sem função social, econômica ou administrativa que justificasse sua construção, como o Gigante Branco, no que deveria ser o distrito industrial; o chamado Centro Administrativo, ainda inacabado e sem uso; o Centro de Abastecimento, ainda em fase de conclusão; a favela estatal Cidade de Deus e a própria estátua do Cristo?
Como defender um grupo que investe na miséria mental e material do nosso povo estimulando orações e o fervor religioso e o pedir cestas básicas no programa de rádio, em vez de se ter um programa de geração de empregos?
Como defender um grupo político que compra sem distinção nas mãos de todos e executa uma inadimplência proposital e que só acaba em períodos eleitorais;
Como defender um grupo político que concentra renda ao escolher alguns privilegiados para consumo de bens e serviços e com pagamento em dia?
Como defender um grupo político que só nos dar pão, através de cestas básicas, feiras semanais, café da manhã nas escolas nem um pouco nutritivo e circo na festa do São João?
Como defender um grupo político que onera os cofres públicos para a manutenção de privilégios consangüíneos de duas famílias e a estrutura eleitoreira de três eleições consecutivas de caciques eleitorais?
Como defender um grupo político que não hesita em usar religiões institucionalizadas como suporte ideológico nas eleições?
Como defender grupo político que nos impôs um prefeito cuja única função é orquestrar a volta do Beato-Mor, desagradando de propósito aqueles que lhe deram seus votos: comerciantes, empresários, trabalhadores e os excluídos, pedintes contumazes de cestas básicas e feiras semanais?
É por estas e outras razões que acredito que a mesma indignação e a mesma ousadia que colocaram este grupo no poder, estão em estado latente e devem ser usadas para destituir este mesmo grupo e propor uma terceira via de gestão. Apesar de ter que ser nascer dos pés, das mãos, das vísceras, da cabeça e do coração dos dois grupos, não tenha que carregar os mesmos vícios e defeitos deles.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 10 de novembro às 13h53min.

PORQUE JOSÉ ALDEMIR DA CRUZ NÃO É A SALVAÇÃO DE ESPLANADA

Aproveitando-se da incompetência do seu principal adversário de se manter no poder porque não soube criar uma opinião pública a ele favorável. José Aldemir teve a sorte encontrar uma conjuntura nacional e local extremamente favorável para um gestor público, mas não soube aproveitá-la em benefício do povo.
Encontrou a economia nacional estabilizada pelo Plano Real e a nível local, a descoberta contínua de novos poços de petróleo pela Petrobrás, que lhe deram uma abundância de recursos nunca antes vista no município de Esplanada.
Depois de passar 8 anos no poder deixou como herança três obras gigantes, inspirado nas chamadas obras faraônicas do período militar no Brasil. Só que as obras chamadas “faraônicas” pelos críticos do regime militar acabaram por se tornarem muito úteis e até proféticas. Algumas devido às necessidades modernas se tornaram até insuficientes. Por exemplo, a usina de Itaipu, foi um tremendo acerto, porque com o passar dos anos a necessidade do consumo de energia elétrica das indústrias e dos domicílios se tornaram imensas, e Itaipu, até tido como obra faraônica, foi redimida.
O mesmo não aconteceu com as grandes obras no município realizadas durante a gestão do seu Aldemir da Cruz. A única realmente concluída, se considerarmos apenas, o que ela representa fisicamente, foi a estátua do Cristo. Apesar de concluída e prestar homenagem merecida a Jesus, não tem nenhuma função social e econômica. Nenhuma! Se considerarmos a quantidade de recursos ali investidos.
O centro de Abastecimento, que tem o acerto pela sua localização de estimular o crescimento da cidade para área em que foi construído continua inacabado. Mesmo depois de oito anos de gestão e farto dinheiro no caixa da Prefeitura.
De modo bastante parecido, a nova sede da prefeitura, chamada pomposamente de “Centro Administrativo”(existem secretários e funcionários sem lugar para trabalhar), continua sem ser utilizada pelo seu sucessor. Com parede rachadas, sem ser usada e construída com material de terceira categoria. Só vem atestar o desperdício e a má utilização do dinheiro público em obras inconclusas e que não têm função realmente pública nenhuma.
As casas populares construídas perto da AABB foram apelidadas de “Cidade de Deus”, uma referência à periferia tratada no filme de mesmo nome. A periferia se caracteriza pelo estado ausente, que não oferece serviços públicos como água, luz, iluminação, segurança, urbanização etc. Chamar o condomínio de “Cidade de Deus” é uma mera coincidência?
Por outro lado, se dermos um olhar estatístico em dados socioeconômicos do IBGE sobre o município, veremos que a concentração perversa de privilégios e renda nos últimos para os 10 a 20% mais ricos da população de Esplanada, foi enorme! O governo que tinha o slogan “O POVO NO PODER” concentrou renda e privilégios para os mais favorecidos como nenhum governo fez antes. Muito parecido com Lula, trabalhador que chegou ao governo federal, e que pede calma e menos ambição da elite, dizendo que em seu governo o capital financeiro e industrial, nunca ganhou tanto dinheiro! Mas logo no governo do Partido dos Trabalhadores!!?? Quanta ironia.
E por estas e outras razões que dizer que José Aldemir da Cruz é a salvação de Esplanada, é uma afirmação mentirosa. Por que o governo atual é o governo do grupo político de Aldemir. Portanto, os erros, equívocos do atual governo, são erros e equívocos de Aldemir e seu grupo. Como sermos tão implacavelmente críticos do atual prefeito, como se ele não fizesse parte do mesmo grupo que domina o poder executivo e legislativo há pelo menos oito anos? Portanto, quando criticamos Sr. Diolando, estamos também criticando Aldemir e o grupo político que o cerca. Colocar José Aldemir como salvador é cruel e falso, tanto para o povo, como para o atual prefeito.
Salvação é um termo religioso que deve ser aplicado apenas para a religião. Mas se Esplanada quiser ter o futuro que merece, os cidadãos devem arregaçar as mangas e propor uma terceira via de poder que use os recursos públicos com competência e lisura; que não seja autoritária e que não use a religião como aura de dignidade. Para sermos dignos não precisamos nos travestir de religiosos. De que adiantar freqüentarmos as igrejas, se quando saímos dela, somos tão mundanos como qualquer outra pessoa? Quantos atos ilícitos e violentos foram feitos em nome de Deus? Paremos então de hipocrisia!


Aproveitando-se da incompetência do seu principal adversário de se manter no poder porque não soube criar uma opinião pública a ele favorável. José Aldemir teve a sorte encontrar uma conjuntura nacional e local extremamente favorável para um gestor público, mas não soube aproveitá-la em benefício do povo.
Encontrou a economia nacional estabilizada pelo Plano Real e a nível local, a descoberta contínua de novos poços de petróleo pela Petrobrás, que lhe deram uma abundância de recursos nunca antes vista no município de Esplanada.
Depois de passar 8 anos no poder deixou como herança três obras gigantes, inspirado nas chamadas obras faraônicas do período militar no Brasil. Só que as obras chamadas “faraônicas” pelos críticos do regime militar acabaram por se tornarem muito úteis e até proféticas. Algumas devido às necessidades modernas se tornaram até insuficientes. Por exemplo, a usina de Itaipu, foi um tremendo acerto, porque com o passar dos anos a necessidade do consumo de energia elétrica das indústrias e dos domicílios se tornaram imensas, e Itaipu, até tido como obra faraônica, foi redimida.
O mesmo não aconteceu com as grandes obras no município realizadas durante a gestão do seu Aldemir da Cruz. A única realmente concluída, se considerarmos apenas, o que ela representa fisicamente, foi a estátua do Cristo. Apesar de concluída e prestar homenagem merecida a Jesus, não tem nenhuma função social e econômica. Nenhuma! Se considerarmos a quantidade de recursos ali investidos.
O centro de Abastecimento, que tem o acerto pela sua localização de estimular o crescimento da cidade para área em que foi construído continua inacabado. Mesmo depois de oito anos de gestão e farto dinheiro no caixa da Prefeitura.
De modo bastante parecido, a nova sede da prefeitura, chamada pomposamente de “Centro Administrativo”(existem secretários e funcionários sem lugar para trabalhar), continua sem ser utilizada pelo seu sucessor. Com parede rachadas, sem ser usada e construída com material de terceira categoria. Só vem atestar o desperdício e a má utilização do dinheiro público em obras inconclusas e que não têm função realmente pública nenhuma.
As casas populares construídas perto da AABB foram apelidadas de “Cidade de Deus”, uma referência à periferia tratada no filme de mesmo nome. A periferia se caracteriza pelo estado ausente, que não oferece serviços públicos como água, luz, iluminação, segurança, urbanização etc. Chamar o condomínio de “Cidade de Deus” é uma mera coincidência?
Por outro lado, se dermos um olhar estatístico em dados socioeconômicos do IBGE sobre o município, veremos que a concentração perversa de privilégios e renda nos últimos para os 10 a 20% mais ricos da população de Esplanada, foi enorme! O governo que tinha o slogan “O POVO NO PODER” concentrou renda e privilégios para os mais favorecidos como nenhum governo fez antes. Muito parecido com Lula, trabalhador que chegou ao governo federal, e que pede calma e menos ambição da elite, dizendo que em seu governo o capital financeiro e industrial, nunca ganhou tanto dinheiro! Mas logo no governo do Partido dos Trabalhadores!!?? Quanta ironia.
E por estas e outras razões que dizer que José Aldemir da Cruz é a salvação de Esplanada, é uma afirmação mentirosa. Por que o governo atual é o governo do grupo político de Aldemir. Portanto, os erros, equívocos do atual governo, são erros e equívocos de Aldemir e seu grupo. Como sermos tão implacavelmente críticos do atual prefeito, como se ele não fizesse parte do mesmo grupo que domina o poder executivo e legislativo há pelo menos oito anos? Portanto, quando criticamos Sr. Diolando, estamos também criticando Aldemir e o grupo político que o cerca. Colocar José Aldemir como salvador é cruel e falso, tanto para o povo, como para o atual prefeito.
Salvação é um termo religioso que deve ser aplicado apenas para a religião. Mas se Esplanada quiser ter o futuro que merece, os cidadãos devem arregaçar as mangas e propor uma terceira via de poder que use os recursos públicos com competência e lisura; que não seja autoritária e que não use a religião como aura de dignidade. Para sermos dignos não precisamos nos travestir de religiosos. De que adiantar freqüentarmos as igrejas, se quando saímos dela, somos tão mundanos como qualquer outra pessoa? Quantos atos ilícitos e violentos foram feitos em nome de Deus? Paremos então de hipocrisia!

PARA OS AMIGOS TUDO. PARA O POVO A LEI Sobre a implantação do Plano de Cargos e Salários dos Servidores Públicos de Esplanada

Diante das pressões jurídicas motivados por ações cíveis públicas da oposição, pela filosofia administrativa do novo governo, pela inexperiência do novo prefeito, ou o assombro provocado pela quantidade de processos judiciais em andamento contra a administração anterior - o governo atual tem recorrido frequentemente a Constituição (a Lei) para orientar sua ação. Portanto, a legalidade e a ação social cristãs são as bases do discurso oficial. Logo, terá que aprender que o estado antes de ser técnico e legal, é essencialmente político. Afinal, não é através do voto, que o poder emana do povo, é manipulado e entregue aos governantes?
Por mera falta de planejamento, ou uma má intenção maquiavelicamente planejada por motivos eleitoreiros ou para evitar maiores custos e explorar o trabalhador, a administração anterior através do Sr. José Aldemir e o do Sr. Carlos Joel, criou um EXÉRCITO DE AGENTES DE SERVIÇOS, para que, os desviando da sua função original os explorasse em trabalhos mais elaborados e lhes pagasse o mesmo salário mínimo.
Isto se tornou uma pedra no sapato da atual administração. São estes Agentes de Serviços que estão conduzindo grande parte dos trabalhos administrativos da prefeitura em todas as secretarias. Ou o governo anterior inocentemente não sabia que os cidadãos esplanadenses desempregados e de maior formação disputariam estas vagas? Até porque, as vagas para AUXILIAR ADMINISTRATIVO, que exigia o 2º. grau e informática era por volta de 10, enquanto para AGENTE DE SERVIÇOS, eram mais de uma centena.
Assim, propositalmente, os desempregados locais, foram induzidos a disputarem a vaga de mais fácil acesso: AGENTE DE SERVIÇOS. O governo atual com orientação legalista e na busca de resolver os chamados “desvios de função” se deparou com esta distorção. Conceito que não está claramente definido por quem tenta resolvê-lo.
Um caso típico é o dos AGENTES DE SERVIÇOS. Função de conceito abrangente, para a qual, na época do concurso foi exigida a condição apenas de ALFABETIZADO para disputar as vagas. È corrente ouvir-se falar que os Agentes de Serviços, não estariam em “desvio de função” quando retirado do trabalho de apoio: portaria, merenda escolar e limpeza, e passasse a exercer função administrativa. Porque o termo Agente de Serviços é realmente abrangente e não define a que serviços se referem.
Ora, a abrangência do termo não poder esconder o fato que a atividade administrativa em qualquer área da prefeitura jamais seria executada por uma pessoa apenas alfabetizada. A própria atividade requer que qualquer um que a realize, tenha pelo menos o segundo grau, o domínio mínimo dos programas de computador, relativa desenvoltura para se expressar escrevendo e certo grau de habilidade nas relações profissionais entre colegas e para o atendimento da clientela, o povo, que é quem em essência nos coloca com impostos e votos, na condição de funcionários, vereadores, prefeitos, governadores, deputados e presidente.
Dessa forma, o empregador, no caso, a prefeitura, está explorando esta mão-de-obra, já que fez o concurso para alfabetizados e está usando as aptidões que não exigiu dos concursados, em benefício próprio. Pagando menos, por um serviço naturalmente mais caro, porque exige anos de estudo no ensino formal e conhecimento de informática.
O preconceito que se tem contra a atividade braçal e contra os serviços de limpeza, a cargo dos que têm pouca formação escolar e de origem social humilde, faz com que o trabalhador deixe-se explorar, ficando feliz com a função administrativa que exige mais de suas aptidões, de sua formação, ganhando o mesmo salário da sua função original: AGENTE DE SERVIÇOS. Sentindo-se privilegiado por não mais exercer a função que muitas vezes o envergonha, por PURO PRECONCEITO imposto por aqueles que nos dominam e diminuindo a nossa auto-estima e a dignidade do trabalho braçal. Portanto, na legalidade que favorece o dominador, acha-se logo brecha na lei para seu benefício, e prejuízo do trabalhador.
Para ser justo que se faça urgentemente, um plano de cargos e salários. Nele se contemple a mobilidade e a dinâmica da administração pública e da vida das pessoas. Que se aumente o salário destes trabalhadores e os reclassifique pagando melhores salários para a função que atualmente ocupam. Já que a prefeitura vampirescamente vem pagando o mesmo salário (diga-se o mínimo). Nesse processo a prefeitura extrai do trabalhador em seu serviço administrativo, o uso de aptidões que não exigiu na época do concurso. A implantação do plano de cargos e salários corrigirá estas distorções e permitirá que o trabalhador que tiver tempo de serviço se qualificar, possa ascender de função e melhorar sua renda.
Outra forma de resolver o problema emergencialmente, é na próxima reforma administrativa, não se preocupar apenas com aumento de salário daqueles que já ganham muito bem, e reclassificar estes trabalhadores ou colocá-los em cargos comissionados de quinto ou sexto escalão. Já que há uma festa! que ela seja democrática, e que todos independente de qualificação escolar, gênero, condição social, de etnia, ou fé, sejam convidados!
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 13 de janeiro de 2009, às 13h30min.

PORQUE SOU UM APÓSTOLO DA TERCEIRA VIA

Acredito que as condições mentais, a visão de mundo e ideológica do eleitor esplanadense já amadureceram para fazerem uma opção de uma terceira via de gestão, que supere estes dois nomes que nos impuserem uma armadilha ideológica que tanto mal fazem a nossa cidade.
O esgotamento do projeto do atual grupo no poder é evidente. Só são capazes de defender a sua manutenção aqueles que defendem seus próprios interesses e não os interesses da sociedade esplanadense como um todo.
Como defender a manutenção de um grupo político que durante anos no poder e com muitos recursos nas mãos foi incapaz de gerar um único emprego no setor privado, enquanto a prosperidade de alguns poucos é evidente?
Como defender a manutenção de um grupo político que se esmerou em fazer obras caras, inacabadas e faraônicas e sem função social, econômica ou administrativa que justificasse sua construção, como o Gigante Branco, no que deveria ser o distrito industrial; o chamado Centro Administrativo, ainda inacabado e sem uso; o Centro de Abastecimento, ainda em fase de conclusão; a favela estatal Cidade de Deus e a própria estátua do Cristo?
Como defender um grupo que investe na miséria mental e material do nosso povo estimulando orações e o fervor religioso e o pedir cestas básicas no programa de rádio, em vez de se ter um programa de geração de empregos?
Como defender um grupo político que compra sem distinção nas mãos de todos e executa uma inadimplência proposital e que só acaba em períodos eleitorais;
Como defender um grupo político que concentra renda ao escolher alguns privilegiados para consumo de bens e serviços e com pagamento em dia?
Como defender um grupo político que só nos dar pão, através de cestas básicas, feiras semanais, café da manhã nas escolas nem um pouco nutritivo e circo na festa do São João e nos shows de padres católicos e cantores evangélicos?
Como defender um grupo político que onera os cofres públicos para a manutenção de privilégios consangüíneos de duas famílias e a estrutura eleitoreira de três eleições consecutivas de caciques eleitorais?
Como defender um grupo político que não hesita em usar religiões institucionalizadas como suporte ideológico nas eleições?
Como defender grupo político que nos impôs um prefeito cuja única função é orquestrar a volta do Beato-Mor, desagradando de propósito aqueles que lhe deram seus votos: comerciantes, empresários, trabalhadores e os excluídos, pedintes contumazes de cestas básicas e feiras semanais?
É por estas e outras razões que acredito que a mesma indignação e a mesma ousadia que colocaram este grupo no poder, estão em estado latente e devem ser usadas para destituir este mesmo grupo e propor uma terceira via de gestão. Apesar de ter que ser nascer dos pés, das mãos, das vísceras, da cabeça e do coração dos dois grupos, não tenha que carregar os mesmos vícios e defeitos deles.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 10 de novembro2010 às 13h53min.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O “SISTEMA É OCULTO”NO BANCO DO BRASIL

O Banco do Brasil registrou no segundo trimestre de 2009 um lucro líquido de R$ 2,348 bilhões, o que representa um crescimento de 42,8% em relação ao mesmo período de 2008 (3,992 bilhões). No segundo trimestre de 2009 alcançou a sétima posição dentre os bancos mais lucrativos das Américas.
Esses dados iniciais acima foram retirados da Wikipédia. Eles certamente são verdadeiros, mesmo levando em consideração que a Internet às vezes não seja uma fonte fidedigna. Pois bem, para explicar tamanho sucesso financeiro, talvez o Banco do Brasil recorra a expedientes escusos que quando são questionados se atribui a responsabilidade ao “Sistema”. Mas se pergunta: quem configura o “Sistema” que controla as operações financeiras de um banco, não são os seus administradores?
A minha indignação decorre do fato de recentemente eu ter contraído um empréstimo no valor de R$ 1.500,00 nesse ilustre Banco, e no final dessa operação só ter tido acesso a R$ 1.120,00. Porque o resto, cerca de um quinto, ou seja, R$ 380,00, o Banco do Brasil, se apropriou, afirmando segundo seu gerente em Esplanada, que se tratava de uma dívida de taxas e multas pelos serviços prestados pelo Banco do Brasil, a esse humilde correntista.
O fato, é que durante mais de seis meses, o famoso “Sistema” do Banco do Brasil permitia de forma conveniente o crescimento de uma dívida oculta em minha conta. Achava eu por displicência, assumo, que o desconto do valor em juros por utilizar o limite, já englobava os onerosos R$ 16,00 só para manter a conta e o próprio limite de R$ 500,00.
Só que acontecia o seguinte. O desconto em torno do dia 30 de cada mês quando entrava o salário de administrativo da Prefeitura, só representava os juros do uso do limite. Como ficou “acertado” que desconto do valor referente à manutenção da conta seria feito no dia 05 de cada mês. O que era que o anônimo, inconsciente e perversamente orientado “Sistema” fazia? Deixava em estado latente, sem o ex-correntista que vos fala saber, uma dívida de R$ 16,00, referente ao custo de manutenção da conta e mais uma multa escandalosa de R$ 30,00, durante mais de 6 meses. Então, quando a taxa de manutenção de R$ 16.00 entrava, meu saldo já estava devedor e por isso era debitada a referida multa de R$ 30,00. Essa dinâmica, como já foi dito, aconteceu por mais de 6 meses.
Resultado. Fui ao Banco pedir um empréstimo consignado. O subgerente glacialmente olhou minha conta em seu “Sistema” e assentiu com o empréstimo. Só depois quando fui sacar o dito empréstimo é que descobrir essa “facada oculta” pelo nosso vetusto, porém nenhum pouco bobo e nem anônimo, Banco do Brasil.
Queixei-me à Ouvidoria do próprio Banco. O gerente local explicou todo esse processo. Para o Banco estava tudo sistemática e tecnicamente perfeito. Para mim, agora, ex-correntista desse histórico Banco do Brasil, isso foi uma tremenda de sacanagem financeira. Para mim foi falta de ética e sensibilidade. Também pudera, alguma fez o capital financeiro, mesmo um banco com domínio de ações do estado, vai teve pena de algum trabalhador? Que nada. Ele vai é explorá-lo mais ainda.
Eu pergunto: custava ao “Sistema” do Banco pelo menos me avisar em saldos e extratos, que eventualmente sempre tiro, a progressividade dessa dívida? Por que só deixou que o incauto cliente soubesse dessa situação, depois que foi descontado o dinheiro das multas e taxas, do seu empréstimo? O máximo que recebia era um aviso impreciso, que começou a aparecer há cerca de três meses no Caixa Eletrônico, dizendo que eu tinha pendências cadastrais. Por que não me avisaram antes? É resposta é simples. Má fé humana e não do “Sistema”. A coisa toda é feita para explorar os correntistas. É uma espécie de conspiração contra o cliente.
O Banco do Brasil S.A. é público. Por que explorar de forma tão desumana e cínica, os pobres, ignorantes, displicentes e impotentes correntistas do Banco do Brasil? Afinal, em qualquer crise, o próprio dinheiro do “zé povim” é quem vai socorrê-lo. Nem a concorrência da sua irmã Caixa Econômica, nem a do banco estrangeiro Bradesco, em nosso mercado local, é capaz de mudar a abordagem do Banco do Brasil. em relação aos seus clientes.
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 16 de dezembro de 2010, às 13h12min.

CADÊ AS LIXEIRAS DO CALÇADÃO DE ESPLANADA?

É comum os jornais noticiarem pichações em muros e até mesmos em monumentos públicos. Num julgamento imediato e superficial, poder-se-ia dizer que isso se deva a uma questão cultural, da falta de educação mesmo, dos brasileiros.
Há cerca de cinco anos foi construído o Calçadão em Esplanada. Nele cotidianamente as pessoas andam nas manhãs, nas tardes e até á noite. Esta manhã estava eu realizando minha caminhada matinal, quando um transeunte querendo jogar um copo descartável no lixo, se queixou da falta da lixeira para colocá-lo. Como não tinha nenhuma até onde a vista alcançava, acabou por jogá-lo no chão mesmo.
Todos os receptáculos de lixo que existia no Calçadão, desapareceram! Não existe, literalmente, mais nenhum em todo o Calçadão que permeia toda a linha do trem que corta o centro da nossa cidade.
Fico então a me questionar. O que levou a depredação que fez desaparecer todas as lixeiras do Calçadão? Muito irão atribuir a uma questão cultural brasileira. Que não temos respeito à coisa pública e que não temos consciência que são nossos impostos que pagam por esses benefícios. O fato é que aos poucos foram os populares que fizeram desaparecer as lixeiras do Calçadão.
Acredito que o que inspira esses atos de vandalismo anônimos e contínuo é justamente a falta de exemplo que nossos governantes e nossas lideranças políticas nos dão. O instinto predador em relação à coisa pública acontece com algo mais sutil e não tão à vista dos olhos das pessoas, que é apropriação do dinheiro público. Será que os 700 milhões de reais que o atual grupo no poder teve acesso nos últimos10 anos também não foram depredados e vandalizados?
Senão, como explicar a ascensão econômica de pessoas ligadas ao poder em todo esse país. Alguns dizem que uma liderança política forte da nossa cidade, um dia disse: “Vamos investir na política, que a política é nossa loteria!”
Existe uma visão mais predatória e vândala mais que essa em relação com a coisa pública? Ora, se lideranças que pregam o respeito ao que é público em seus discursos de campanha, defendem a moral e têm até mesmo uma fé, têm essa visão, imagine os pobres expropriados do emprego, do estudo e que vivem de bicos e a mendigar favores de políticos?
O que se tenta dizer é que o comportamento das nossas lideranças não inspira comportamentos que respeitem a coisa pública. O cidadão comum, muitas vezes não elabora mentalmente sua revolta. Não a transforma numa ação cidadã. A externa com pequenos e intermitentes atos de vandalismo durante noite. Longe dos “olhos e ouvidos do rei”. O que se ver apenas é o resultado final: o desaparecimento das lixeiras no Calçadão.
Quando o povo vê a extrema concentração de renda e privilégios nas mãos daqueles que governam e daqueles vivem em torno das administrações municipais, estaduais e federais; quando vê a falsidade de suas palavras e observa venalidade dos seus atos, o que resta ao povo? Cometer de forma inconsciente e perversa esses pequenos atos de vandalismo.
A diferença entre esses pequenos vândalos do povo e os grandes vândalos que dirigem o estado, é que os predadores do estado o fazem com consciência. Por que a nossa herança cultural justifica essa visão cínica em relação à coisa púbica, onde a honestidade é vista como entrave, um empecilho para condução de qualquer governo.
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 16 de dezembro de 2010, às 10h34min.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ó ESPLANADA, QUE TRISTEZA!

Numa mistura complexa, extravagante e eficiente, o ex-prefeito, ex-feio e iletrado, Basta da Cruz, conseguiu reunir em sua ação política e pessoal o apadrinhamento religioso e político dos coronéis, o beatismo político institucionalizado e o empreendedorismo patrimonialista e concentrador de renda da burguesia baiana e brasileira.
Não se sabe ao certo se este perfil é próprio da síntese interna entre sua psique e o contexto da sua própria existência, ou se é apenas o reflexo da sociedade esplanadense. Talvez seja este o modelo que melhor atenda os interesses dos setores mais abastados e ao nível de percepção de mundo do restante da população.
O investimento no assistencialismo sistemático é o que dá sustentação ao irracionalismo religioso vigente em nossa cidade.. Quando faz uma operação, dá um remédio caro ou dá um transporte a um potencial eleitor, com recursos públicos, este se torna “eternamente” grato por seu privilégio atendido. É privilégio porque o que foi feito a determinados apadrinhados não se estende uniformemente para toda a população carente do município.
Vivemos numa espécie de Pax Católica. O calendário litúrgico, as festas mundanas a ele atreladas e a filantropia religiosa de ocasião em leilões oportunos, são escancaradamente usados como instrumentos de dominação política. Até os evangélicos, antes iconoclastas de plantão como o escritor que vos fala, se renderam às atrações financiadas pela prefeitura e docilmente louvam ao Senhor, bem embaixo da Estátua de Ouro do Cristo erguido junto a Praça de Eventos, como que a testemunhar de braços abertos a submissão material, política e ideológica de ricos e pobres da nossa amada Esplanada.
O perfil do beato magnânimo e pacífico que faz o contraponto com o agressivo e autoritário “dotô”, se construiu através de testemunhos orais, devidamente mitificados, em que ele, o beato-mor, costumava deixar que cortassem seu fornecimento de água e de luz, para que os mesmos serviços não fossem cortados nas casas dos seus apadrinhados.
Na verdade, a hegemonia político-religiosa desse grupo liderado pelo beato-mor é tão concentradora de renda e excludente como o próprio estilo de gestão laica do “doto”. A diferença se encontra na abundância de recursos (esse grupo lida com três vezes mais recursos que o “dotô) e na construção da imagem do beato-mor, como homem pacífico, religioso e empreendedor.
O fato é que o “dotô” teve duas chances de construir uma hegemonia e não o fez. Em vez disso, sofreu duas derrotas eleitorais, mesmo após governar a cidade em dois mandatos alternados. Enquanto, o Beato-mor, aproveitou uma única oportunidade para a construção de uma hegemonia que já dura, praticamente 12 anos,
Obras faraônicas sem efetiva funcionalidade, criação de ícones religiosos, cívicos e administrativos, junto à inserção dos setores médios em cargos comissionados e de confiança, além de buscar consumir produtos e serviços produzidos dentro do próprio município, (ainda que para alguns demore anos para pagar) foi o que permitiu a construção desse grupo no poder.
Hegemonia política tão consolidada que faz que os mesmos setores que orquestraram a derrota eleitoral do “dotô” e que hoje se encontra no poder, convivam e até sejam coniventes com as distorções e desmandos humanos, políticos e administrativos de quem governa nossa cidade.
Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 09 de dezembro de 2010, às 21h45min.