sábado, 10 de julho de 2010

EU TAMBÉM AMO A APAE

EU TAMBÉM AMO APAE
Existem instituições que trazem consigo um grande potencial de promover o bem, a cidadania e a inclusão social de pessoas especiais, a APAE - Esplanada é uma delas.
Sob a atuação liderança a APAE - Esplanada anseia por realizar sua vocação humanitária, porém, existem dificuldades na condução dos projetos, tais como: Horta Comunitária, Confecção de Velas Ornamentais, Organização de um Coral, Projetos de Higiene Pessoal, Curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais), etc.
O que gera essas dificuldades é basicamente uma única razão: FALTA DE RECURSOS! Porque através deles a APAE - Esplanada pagaria seus débitos fiscais para formalmente e finalmente, tornar-se INDEPENDENTE. Dessa forma, estaria apta a fazer convênios com a Prefeitura Local, Governo do Estado e Federal, traria assim, benefícios não só financeiros, mas também em forma de equipamentos e materiais para realização dos projetos. Um deles seria a instalação de Inclusão Digital dos alunos da APAE - Esplanada.
O trabalho de voluntários e trabalhadores cedidos pela Prefeitura de Esplanada tem sido executado com extrema boa vontade por esses profissionais, não obstante, essa disposição esbarra-se nas condições limitadas de trabalho o que resulta num improviso que freqüentemente não se traduz em benefícios efetivos para o público meta da APAE - Esplanada.
Apesar da contribuição importante dos pais dos alunos, de particulares, dos comerciantes da cidade e até da prefeitura, os recursos oriundos deles e a ajuda através da cessão de funcionários municipais, não sido o bastante para tornar a APAE – Esplanada, eficiente e soberana para realizar sua vocação humanitária.
Assim sendo, faz-se necessários um CHAMADO à sociedade, ao governo, enfim, ao povo esplanadense, que se sensibilize com a causa da APAE. Causa essa tão na moda e que traz dividendos políticos para qualquer governante, como também oportuniza a satisfação de fazer bem ao próximo. Além disso, é Direito Constitucional o investimento do poder público para Inclusão Social daqueles que outrora eram enclausurados em masmorras.
Exerça sua cidadania. Ajude a APAE- Esplanada. Ligue para (075)-3427-2537.Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 08 de junho de 20210 às 23h16min

ENTREVISTA QUE NÃO QUER CALAR AO SENHOR JOSÉ ALDEMIR BASTOS DA CRUZ

ENTREVISTA QUE NÃO QUER CALAR A JOSÉ ALDEMIR DA CRUZ
1 – Como o senhor encara os boatos sobre sexualidade?
2 – Por que o senhor não conseguiu gerar um único emprego privado ou atrair uma empresa?
3 – Nunca um prefeito teve tantos recursos nas mãos. O senhor teve acesso ao longo de 8 anos de manda to a meio bilhão de reais! Por que isso não se transformou em qualidade de vida para o povo Esplanada?
4 – Como o senhor explica os sinais de prosperidade rápida de pessoas ligadas ao Senhor?
5 – O senhor acha que o slogan O POVO NO PODER foi o que norteou a sua administração em seus dois mandatos?
6 – Como explicar sua afeição a festas mundanas, a vaidade e aos bens materiais, se o senhor é adepto da ordem dos Frades Menores dos Capuchinhos, sabidamente uma ordem São Franciscana e que prega a renúncia aos bens materiais?
7 – O senhor não acha que a palavra de um político devia ser sempre verdadeira... Então por que o senhor não cumpriu a promessa de instalação da fábrica de sucos, da fábrica de palitos e a conseqüente geração de empregos?
8 – O senhor acha que em vez de realizar obras faraônicas tais como o Centro Administrativo, a estátua do Cristo, seria mais interessante pra vida das pessoas melhorar a saúde, a educação e a geração de empregos?
9 – O empreguismo político e de familiares condizem com sua imagem de cristão?
10 – Por que a concentração de renda nas mãos de alguns blocos familiares foi a tônica da sua gestão?
11 – O senhor acha que feiras semanais em dinheiro e a entrega de cestas básicas dão dignidade ao povo?

CHAMO A ATENÇÃO SIM!

CHAMO A ATENÇÃO, SIM!

Durante o meu trabalho de divulgação de idéias sobre o trabalhismo, e reflexões sobre o cotidiano político e de costumes da nossa cidade, uma transeunte com um gesto aparentando muita irritação e num tom de absoluto sarcasmo disse: VÁ, CONTINUE CHAMANDO A ATENÇÃO!! Gostaria de avisar a estes que só querem ouvir amém do povo, que não é CHAMAR A ATENÇÃO, lutar por direitos trabalhistas, estimular a leitura e a reflexão do povo de Esplanada. Por outro lado, chamo a atenção sim para a versão popular e que não interessa a quem está se beneficiando com as benesses do estado municipal.
Chamar a atenção é quando fogos são detonados por qualquer motivo de origem política ou religiosa. Chamar a atenção é quando um governante que se diz preocupado com a fome e a educação dos pequeninos (leia-se estudantes da rede municipal de ensino) e teima de forma autoritária e caprichosa a dar uma saída digna ao movimento sindical de Esplanada para se voltar mais rápido as aulas e os pequeninos terem seu café da manhã, que diante de tanta miséria tem lá sua utilidade.
Quanto este grupo quis nosso apoio eleitoral nos acariciou com dois anos de rateio de FUNDEB, agora que está no poder através do nosso apoio, o qual, não iremos mais dar, usa a máquina pública, a pressão psicológica e a justiça, para nos tirar a oportunidade de uma saída honrosa deste movimento.
Pouco está se preocupando com a auto-estima cidadã do servidor, pouco está se importando com a fome dos pequeninos, pouco está se importando com o IDEB, pelo qual culpou tanto os professores. Acha-se que colocando a responsabilidade do fracasso do ensino nos ombros do professor desmotivaria a sua luta por melhores condições de trabalho e de salário.
O endurecimento do jogo com a classe trabalhadora e com os fornecedores, nada mais é que a preparação para o cenário eleitoral do ano que vem. Afrouxando os cofres públicos que até agora só mantém os privilegiados deste grupo, somente perto da eleição para que uma população ávida por dignidade e respeito e não somente renda, acabe eleitoralmente nas mãos perversas e manipuladoras deste grupo político que está no poder há nove anos.
Chamar a atenção, cara transeunte, é erguer uma estátua do Cristo que só tem a função de lembrar com símbolos de pedra uma religiosidade que não existe nos corações dos que comandam o poder público.
Chamar atenção, cara transeunte, é erguer o chamado Centro Administrativo, que só serve para turistas desavisados e moradores inocentemente deslumbrados tirarem fotos, desta obra de obra de fachada, incompleta e sem o menor uso prático.
Chamara atenção, cara transeunte, é quando se compõe um hino para cidade de Esplanada, e a expressão tão singela “EU AMO ESPLANADA”, é tão carregada de falsidade.
Chamar, a atenção, cara transeunte, é quando um governo passa oito anos no poder e deixa o projeto do novo centro de abastecimento lá, largado, a espera do pior prefeito de Esplanada, retorne ao poder e o termine,
Chamar, a atenção, cara transeunte, é quando obras que são obrigação do estado, a Caixa, as casas populares, sejam entregues e inauguradas somente em meio as eleições.
Chamar a atenção, cara transeunte, é quando usando de um senso comum cínico, tão caro ao brasileiro em relação a coisa pública, não hesitamos em ter uma folha de pagamento recheada de privilégios políticos e consangüíneos, ainda que seja de terceiro grau e não se reajuste o salário do servidor.
Portanto, a todos que se sentem incomodados com o meu trabalho, eu proponho façam o seu discurso em prol de manter as coisas como estão. Se você está acomodado numa cadeira, para quê sair dela? É como dizem os incomodados que se mudem. E propor a mudança contra as forças de conservação é o meu trabalho e a minha missão e todos aqueles que já estão cansados de viver este o binômio Grisi X Aldemir, tão nefasto e que tanto prejudica nossa cidade.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, sexta-feira, 30 de outubro de 2009, às 10h43min minutos. ALISTE-SE NA CIDADANIA PARTICIPE E ACESSE O SITE DA ONG transparenciaesplanada.com.br (Leia e comente outros textos no blog: arioiconoclasta.blogspot.com/)

A HISTÓRIA DA HISTÓRIA

A HISTÓRIA DA HISTÓRIA
Ao longo do Século XX, mas principalmente no seu começo, a História teve seu horizonte de abordagens da realidade muito alargado, devido as contribuições da escola dos Annalles. Nela o cotidiano, a mentalidade, hábitos e costumes, já não eram vistos pela historiografia, como objetos de estudo “menores” na compreensão das sociedades que no tempo e no espaço expressam as suas identidades, do que aquilo que se tinha como o “carro-chefe” da história, que era a história política e econômica de um povo.

Seguindo esta tradição francesa, o artigo de José D” Assunção Barros, nos lembra a contribuição de Roger Cartier para a delimitação do campo de ação da chamada História Cultural, que já deste o século passado não tem voltado apenas o seu olhar para as culturas produzidas pelas classes hegemônicas e que configuram a cultura de elite expressas nas pinturas e nas produções literárias de grandes escritores ou em outros campos da técnica sofisticada humana colocada na arquitetura, na música etc. Para além desta “elitização” da História Cultural está a simples verdade que “ ...Ao existir, qualquer indivíduo já está automaticamente produzindo cultura, em que para isto seja preciso ser um artista, um intelectual ou um artesão...”

Desta constatação é que nascem as noções de “práticas” e “representações”. “Práticas” aqui entendidas como qualquer ação humana produzida em sociedade e que inclui as “práticas discursivas” ou as “práticas não-discursivas”. As “representações” se encontram no universo abrangente e polissêmico da Ideologia.
Por isto mesmo, é que os aspectos culturais não devem ser analisados de forma dissociada dos interesses econômicos e sociais em que são produzidas. Segundo o autor do artigo, citando Cartier “As representações inserem-se em um capo de concorrências e de competiç~eos cujos desafios se enunciam em termo de poder e de dominação”. Portanto, entende-se que qualquer produção cultural popular ou não, reflete a luta de classes, terminologia tão cara ao Materialismo Histórico de Karl Marx.

Quando relaciona as “práticas” com as “representações” o autor do artigo nos lembra que “representações” são aquelas visões de mundo e leituras culturais, evidentemente determinadas por interesses sócio-econômicos, que oram criam, reproduzem ou extinguem determinada “prática” cultura.

Para exemplificar as noções de “práticas” e representações descreve como os mendigos eram vistos e as transformações porque passaram sua aceitação ou rejeição e que funções ideológicas tinham para as comunidades européias desde a Idade Média até o Período Moderno.
O autor do artigo nos lembra a diferenciarmos a diferença entre “noção” e “conceito” que estão no campo dos objetos abstratos-formais porque não se dirigirem diretamente a realidade empírica, mas a delimitação das percepções abstratas do que é “noção” e “conceito”. Para o autor do artigo “noção” é um conceito ainda não amadurecido e aceito plenamente pelas ciências sociais, enquanto “conceito” são aquelas aquisições teóricas que já fazem parte do instrumental das ciências sociais para a analisa da realidade.
Na tentativa de aprofundar estas noções propostas o autor afirma que não é apenas cultura produzir um determinado tipo de arte, mas o próprio consumir dela dá sua parcela de contribuição cultural quando está lendo um livro e nesta leitura elabora as próprias inferências, coloca suas próprias interpretações em relação ao que é lido. Podemos então dizer, que a contemplação diante de um quadro e as impressões que o contemplador tem, também fazem parte do universo cultural. Ou seja, o subjetivo e as sínteses internas que qualquer um faz diante de qualquer objeto cultural e a ações em sociedade daí provenientes, também podem ser colocados no universo das “práticas” e “representações” culturais.

Apesar de ser um campo de estudo historiográfico recente, a História Cultural, pode ter como objeto de estudo até as sociedades anteriores a escrita, portanto, a história propriamente dita. Na condição de único animal que produz cultura. Cultura aqui entendida como qualquer ação humana que produza o artificial e que para se relacionar com tal artificialidade o homem crie símbolos, entre eles a linguagem, para produzir, explicar e reproduzir a cultura que produz.

BASTA DA CRUZ, O INOCENTE ÚTIL

Basta Da Cruz, O Inocente Útil.

Nas ciências sociais ao logo do tempo, detectaram-se certas verdades. Uma delas é que comumente as classes médias, determinam o modo de pensar das classes mais pobres, são freqüentemente defensoras da moral vigente e são responsáveis pelo dinamismo da economia onde vivem. Os setores médios esplanadenses não contrariam essa relativa verdade.
Ao ter seus interesses econômicos contrariados pelo “doto”, a classe média local e parte da elite esplanadense, organizaram e investiram na vitória eleitora do “Basta da Cruz”. Tornou sua insatisfação a insatisfação da maioria do eleitorado.
A classe média ao ter condições materiais de gerar emprego, ainda que de maneira informal e explorando os trabalhadores; ser mais articulada e saber defender seus interesses, acabou em seu discurso cotidiano, por proteger, blindar ideologicamente o “Basta da Cruz”.
Nele na pega. Todos os seus os seus “erros” propositais, equívocos desavisados e ratadas homéricas, que se equivalem às suas obras faraônicas e pouco práticas, são minimizados por aqueles que têm seus interesses afagados.
Frases, tais como: “Ele confiou nas pessoas e elas o decepcionaram”, “Ele não domina a burocracia financeira e administrativa da prefeitura e as pessoas o enganaram”. Dessa forma, o “Basta da Cruz”, consegue manter uma opinião pública favorável em meio a classe média esplanadense, e, por conseguinte, entre aqueles que ela tem domínio social e econômico.
A conseqüência disso, é que o “dotô”, se tornou ao longo dos anos a própria personificação do mal. Manifestou-se então, um maniqueísmo perverso, falso e conveniente para aqueles que apresentaram o slogan demagógico “O Povo no Poder”. Porém, esqueceram de dizer que o “povo” que se referiam seria a própria família, parentes, amigos e principalmente, aqueles que deram sustentação econômica na eleição.
Do povo simples; que disputa cada refeição; que mora em casebres e que estão em plena miséria econômica e ideológica, é difícil nascer a organização de uma vitória eleitoral e de um projeto político, que muitos dizem é de ficar no poder por 30 anos!
Dentro desse grupo atualmente no poder, todo dia aparece um novo vilão. Detentores de cargos estratégicos no governo do Basta da Cruz pagam o pato do desgaste público. Não tem problema... não são políticos. São funcionários de carreira: diretores, secretários, chefes de setor, assessores de governo, freqüentemente se tornam vilões.
Em compensação, aquele que assinava os decretos, os empenhos, as nomeações e nos impôs um triste mandato do atual prefeito, o maior dos vilões, posa de bom moço, de vítima. Como se ele próprio fosse vítima do próprio político que chefia. Ele é apenas o Grande Inocente Útil. Vítima da maldade, da ambição, da falta de lealdade, de quem ele confiou. Tanta Baboseira!
Infelizmente é esse discurso mentiroso que é sustentado por aqueles que blindam ideologicamente o “Basta da Cruz”. O que querem é a sua volta triunfal... Argh! Afinal, o atual prefeito está a serviço desse esquema ideológico perverso, maquiavélico e maniqueísta imposto pelo “doto” e pelo “Basta da Cruz” aos pobres e inocentes eleitores de Esplanada..
Vejam, caros (e) leitores, ele usou seu cacife político para colocar no poder um prefeito tampão, e ainda posar de bonzinho, de decepcionado e “ajudar” nos bastidores, aqueles que sofresse as “maldades” do atual gestor. Poupe-nos de tanta manipulação! Esse esquema é engenhoso, mas não tem consistência.
Tomara que esse castelo de cartas falsas caia por terra nas próximas eleições municipais! Tanta mentira não pode durar tanto tempo. Basta que a classe média deixe de olhar para o próprio umbigo e junto com uma nova liderança, faça um projeto de governo que promova uma economia municipal auto-sustentável e que pense no coletivo, e não somente a manutenção do poder de um grupo político que só enxerga os próprios interesses e não tem olhos para as necessidades coletivas do povo esplanadense. “Basta do “doto” e da Cruz, amém.”
Professor Ari, O Iconoclasta, Esplanada, 30 de junho de 2010 às 11h10minminutos.

AS CORES DA EDUCAÇÃO

AS CORES DA EDUCAÇÃO

É consenso no meio científico que a memória é seletiva. Ela costuma guardar tudo aquilo que tem significado e importância. E eu me lembro muito bem no dia em que minha filha, ainda na alfabetização na Escolinha Arco-Íris, trouxe uma atividade escolar para casa. Nela a professora pedia que minha filha identificasse o personagem principal da historinha, descrevesse suas principais características e captasse a mensagem moral do texto.
Fiquei feliz, porque vi que a repetição continuada daquela atividade só ia dar no que deu. Na formação de uma aluna que hoje é capaz de ler um texto, captar sua mensagem, fazer um resumo com suas próprias palavras. Resumo este enriquecido com um vocabulário próprio de dar inveja a qualquer aluno da rede pública!
É lamentável que a falência institucional da educação pública neste país, faça com que presidentes, governadores, prefeitos, deputados federais e estaduais, vereadores, funcionários públicos do judiciário e pessoas que detém algum tipo de cargo no governo municipal, e os próprios professores da rede pública municipal, dificilmente coloquem seus filhos para estudar na rede pública onde trabalham.
O escritor que vos fala professor da rede pública, sem hesitar, também faz o mesmo! Quisera eu, ter a oportunidade de dar uma aula na rede pública a minha própria filha! Oportunidade esta, que o sistema educacional criado para não dar certo, nesta existência, jamais me dará.
A escola pública a partir das intenções espúrias do Banco Mundial e do próprio governo federal brasileiro tem a única função ─ como bem disse o assessor jurídico do atual governo municipal ─ de formar analfabetos funcionais. Este termo define com precisão o perfil do aluno da escola pública. O estado desse modo forma o exército de mão-de-obra subalterna e subempregada nas funções de babás, empregadas domésticas, caixas de supermercado, ajudantes de pedreiro, comerciários, motoristas etc. Uma quantidade mínima vai irá terminar o terceiro grau.
Em sua grande maioria tem dificuldade de leitura, interpretação e muitas vezes são incapazes de elaborarem um texto inteligível e sem erros freqüentes de ortografia e gramática. São vítimas de anos de desprezo pela educação. Os governos não valorizam o professor, não lhe dão condições de trabalho e a maioria dos gestores despreparados obtém seus cargos mais por critério político do que por formação e capacidade.
Os critérios de avaliação do Banco Mundial são quantitativos, ou seja, sabe que os dados de progressão de uma série para outra não atende a mínima qualidade de aprendizagem. Os recursos dependem da quantidade de alunos matriculados. Os alunos desde cedo aprenderam que a escola os empurra de uma série para outra mesmo sem condições nenhuma de avançar para a próxima série. Realmente, dados oficiais demonstram que apenas 3% da população em idade escolar está fora da escola. Mas aí cabe a pergunta: esta universalidade tem que ser acompanhada por prejuízos profundos na aprendizagem? A resposta é simples: não! Enquanto países como o Chile investem um terço do seu PIB (Produto Interno Produto) na educação, o Brasil não chegar a investir 15%.
Entre os atos “conspirativos” para a má qualidade de ensino estão: redução da média de 6 para 5 pontos cumulativos por unidade, a existência de 2 pontos na unidade que são qualitativos, conselhos de classe que avaliam a subserviência e a disciplina do que o interesse ou aproveitamento, dificuldade de realizar tarefas pedagógicas porque não se pode tirar xérox, uso ainda de giz, livros didáticos que nunca chegam etc. O resultado é que as gerações estudantis pós-redemocratização do país não têm prazer em aprender. O desanimador não é constatar o despreparo dos alunos para as séries que se encontram. O pior é conviver com o irreversível desinteresse do aluno da rede pública em aprender, em construir o conhecimento.
Isto entre outras coisas explica porque o ensino da rede particular de ensino é melhor e neste universo o Colégio Arco-Íris se inclui. Muitas vezes, os mesmos profissionais que trabalham nas escolas particulares são mesmos da rede pública. Isto explica que o problema educação da rede pública está nas mãos do presidente, dos deputados, dos governadores e prefeitos. Está na natureza política do estado burguês. A educação pública é falida porque o estado burguês assim o quer. Na verdade a educação pública não é falida. O seu objetivo de formar analfabetos funcionais para ocupar os postos de subempregos subalternos é muito bem executado.
Os tons, as cores e as matizes de uma educação digna se encontram no Colégio Arco-Íris e em OUTROS COLÉGIOS PARTICULARES DO MUNICÍPIO DE ESPLANADA. Neles muitos profissionais da rede pública de ensino contribuem intensamente para a melhoria da qualidade de ensino desta cidade e deste país. A aprendizagem não depende só da instituição, dos gestores e dos professores que lá trabalham, depende muito também de alunos e pais de alunos que devem e podem contribuir para qualidade da educação.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 05 de Outubro de 2009 às 21h30min.
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A EMBASA E O DESPERDÍCIO-NOSSO DE CADA DIA

Já há alguns bons anos, o neoliberalismo do nosso tempo, decidiu que alguns serviços públicos deveriam ser terceirizados, ou seja, entregues a iniciativa privada com o objetivo de prestar um serviço público eficiente e de qualidade.
Não é o que tem acontecido com a EMBASA em Esplanada. Há vários verões e com raríssimas exceções, temos sofrido com a falta de água. Dizem que roubam e sabotam as bombas. Não avisam com antecedência a possível falta de água. Mas, não hesitam a cobrar até pelo vento que implacáveis medidores computam para a gente pagar.
Tudo isso é tolerável. Mas o que está acontecendo desde que a Caixa de Água foi construída é simplesmente inadmissível. Quase todos os dias um grosso filete de água cai da Caixa, da altura de uns 40 metros a dois metros do escritório da EMBASA, criando um charco de água, onde crianças e os boêmios de plantão vão curar sua ressaca nas manhãs frias desse inverno.
Afinal, não é todo dia que temos uma pequena cachoeira de água tratada, coletada in natura, transportada e depois distribuída à população e que banha de forma poética e lúdica as crianças da rua, e alimenta a poluída Bica com água limpa.
Pasmem! Caros (e)leitores, existem relatos de moradores com cerca de 40 anos que dizem que já tomou banho nessa cachoeira artificial ofertada a população às nossas custas.
Assim, da mesma forma alienante que começamos a achar natural esse desperdício cotidiano da EMBASA, também aprendemos a conviver pacificamente com a produção desse mundo cheio de desigualdades. Alguns governantes mentirosos dizem que existem razões reais e não mentirosas para tenhamos em nossa sociedade, a convivência natural do doutor e do analfabeto, do rico e do pobre, quem tem poder político e quem obedece. l
Não faz sentido uma empresa que busca o lucro ter ser produto, no caso a água, desperdiçado e pagar por este desperdício. Mas sabendo que quem paga a conta é a população, ela está pouco se lixando. Porque se esse desperdício causasse prejuízo no faturamento da EMBASA, ela já tinha resolvido o problema, faz tempo.
Enquanto isso, a população assiste passiva a esse desperdício institucionalizado. Cidadãos esplanadenses que se queixam nos papos do dia-a-dia, não se dirigirem ao Ministério Público, (é o que se diz), a Câmera de vereadores ou até mesmo a Embasa, para que ela tome providências e que resolva esse problema.
O cumprimento daquilo que reza a Constituição só depende da aplicação da nossa cidadania. Temos que saber que o estado não é uma entidade distante. O governo somos nós. Em nossas vidas o governo é praticamente onipresente. Se nós não o provocarmos para reivindicar nossos direitos nada vai acontecer. Caros (e)leitores, não esperem boa vontade de certos governantes.
Viver de favores de políticos que usam nosso dinheiro para nos controlar, ser tolerante com órgãos públicos e privados que nos desrespeitam, é o que torna nosso país um palco de pessoas despolitizadas, subservientes e com dificuldades de lutar por seus direitos.
O que os esplanadenses exigem, é que a EMBASA não mais espere para que esse desperdício que acontece a dois metros do seu escritório e que lança a lama sobre sua parede, acabe, por finalmente, ter FIM.
Professor Ari, O Iconoclasta. Esplanada, 29 de junho de 2010, às 08hs16min.